LEI DO FINANCIAMENTO DAS INSTITUIÇÕES SOCIAIS

Primeiro-ministro quer deixar tudo pronto para o próximo governo avançar

O primeiro-ministro, Luís Montenegro, avançou que vai "deixar prontinho" para o próximo governo a criação de uma lei de financiamento do Sector Social Solidário para lhes dar previsibilidade e estabilidade, com vista a serem sustentáveis.
"O nosso compromisso é, e vamos deixar isso prontinho para o Governo que vier a seguir, seja qual for, assinar uma lei de financiamento das instituições sociais que dê previsibilidade, como dá o das autarquias locais", afirmou na inauguração de uma Unidade de Cuidados Continuados em Évora, e defendeu que o financiamento será estabelecido "de acordo com as respostas de cada instituição", sabendo-se assim "a quanto têm direito".
"Cada um faz as contas que tem de fazer, com previsibilidade e estabilidade, para poderem ser naturalmente sustentáveis", salientou o primeiro-ministro.
Segundo o chefe do governo, durante muitos anos, existiu em Portugal uma "tradição" em que, quando chegava o fim do ano, as instituições sociais andavam "ó tio, ó tio" porque não tinham dinheiro para pagar as despesas.
"O que queremos não é isto. Queremos um contrato estabelecido de boa-fé entre o Estado, o Governo e as instituições sociais, em que, em primeiro lugar, temos de chegar a acordo para saber quanto é que custa cada uma das respostas", e, após o apuramento do "verdadeiro custo" das respostas sociais prestadas, será feito entre as partes "um contrato a partir da contribuição que cada um oferece".
"Sabemos que as instituições precisam do nosso apoio e também precisam de ter condições para gerar as suas próprias receitas", assumiu, elogiando as instituições sociais que não se limitam a prestar serviço social.
"As instituições, quando são completamente subsidiodependentes, também não têm grande futuro, nem são a melhor forma de se estimularem a si próprias", avisou.

 

Data de introdução: 2025-04-11



















editorial

Autonomia das IPSS

Um provedor para zelar pela autonomia de todas as IPSS só seria admissível se fosse escolhido pelo conjunto de todas as IPSS, de todas as suas origens, de todas as afinidades e de todas as Entidades Representativas. 

Não há inqueritos válidos.

opinião

EUGÉNIO FONSECA

Estado e Sociedade - complementaridade e cooperação
As relações entre o Estado e as diferentes Organizações da sociedade civil têm sido alvo de muitos debates, mas permanecem em muitas mentes algumas...

opinião

PAULO PEDROSO, SOCIÓLOGO, EX-MINISTRO DO TRABALHO E SOLIDARIEDADE

Creche gratuita: o compromisso cumpre-se com vagas
A gratuitidade das creches é um compromisso político forte com as famílias e, para muitas delas, uma esperança concreta. Mas só é real quando se traduz numa vaga...