O VII Congresso da CNIS encerrou com uma mensagem vídeo do Presidente da República, na qual António José Seguro relevou a importância das instituições sociais no combate à pobreza e o papel fundamental que têm na coesão social e territorial de Portugal.
Deixando um agradecimento a todos os envolvidos na proteção social dos mais desfavorecidos, o Presidente da República deixou uma palavra de esperança e incentivo para que dirigentes e trabalhadores continuem resilientes e não esmoreçam na sua missão de ajudar quem mais precisa.
A segunda jornada em torno do tema «Pobreza e Proteção Social» foi, de certa forma, mais política, depois de no primeiro dia de trabalhos terem versado mais o diagnóstico da pobreza em Portugal.
Com a presença de diversos autarcas e a sua visão de proximidade, mas também da secretária de Estado da Ação Social e Inclusão cuja abordagem é mais macro, a grande temática do segundo dia passou pelas políticas sociais, o seu papel e que caminhos há para o futuro, todos concordaram que é necessário tornar essas políticas mais abrangentes e eficazes.
“A pobreza é injusta e fruto de muitas injustiças”, afirmou o presidente da CNIS, lembrando que as IPSS “têm uma missão e procuram resolver problemas na proximidade, privilegiando os mais carenciados”.
Antes já o presidente da Câmara do Fundão, Luís Miguel Gavinhos, sublinhara a ideia de que “a pobreza tem muitas formas e não é
apenas uma questão financeira”.
“As pessoas precisam de cuidados, pelo que a função da Administração Pública não é só atribuir prestações sociais, mas também cuidar das pessoas”, defendeu o padre Lino Maia, sublinhando: “O Estado tem de apoiar estas instituições que estão no terreno e que prestam cuidados, pelo que é importante que a Proteção Social seja reconhecida como direito universal”.
Por seu turno, a secretária de Estado Clara Marques Mendes, que anunciou para breve um novo PARES para a construção de lares residenciais e para CACI, afirmou que “a ação do Governo se baseia na articulação, na proximidade e na avaliação”.
“Tenham esperança e acreditem que estamos a trabalhar para melhorar”, rematou a governante.
A edição de outubro do jornal Solidariedade, a sair na próxima semana, retratará de forma mais minuciosa o que foi o VII Congresso da CNIS «Pobreza e Proteção Social».
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