VII CONGRESSO DA CNIS – AVEIRO’26

É importante que a proteção social seja reconhecida como direito universal

O VII Congresso da CNIS encerrou com uma mensagem vídeo do Presidente da República, na qual António José Seguro relevou a importância das instituições sociais no combate à pobreza e o papel fundamental que têm na coesão social e territorial de Portugal. Deixando um agradecimento a todos os envolvidos na proteção social dos mais desfavorecidos, o Presidente da República deixou uma palavra de esperança e incentivo para que dirigentes e trabalhadores continuem resilientes e não esmoreçam na sua missão de ajudar quem mais precisa.
A segunda jornada em torno do tema «Pobreza e Proteção Social» foi, de certa forma, mais política, depois de no primeiro dia de trabalhos terem versado mais o diagnóstico da pobreza em Portugal.
Com a presença de diversos autarcas e a sua visão de proximidade, mas também da secretária de Estado da Ação Social e Inclusão cuja abordagem é mais macro, a grande temática do segundo dia passou pelas políticas sociais, o seu papel e que caminhos há para o futuro, todos concordaram que é necessário tornar essas políticas mais abrangentes e eficazes.
“A pobreza é injusta e fruto de muitas injustiças”, afirmou o presidente da CNIS, lembrando que as IPSS “têm uma missão e procuram resolver problemas na proximidade, privilegiando os mais carenciados”.
Antes já o presidente da Câmara do Fundão, Luís Miguel Gavinhos, sublinhara a ideia de que “a pobreza tem muitas formas e não é apenas uma questão financeira”.
“As pessoas precisam de cuidados, pelo que a função da Administração Pública não é só atribuir prestações sociais, mas também cuidar das pessoas”, defendeu o padre Lino Maia, sublinhando: “O Estado tem de apoiar estas instituições que estão no terreno e que prestam cuidados, pelo que é importante que a Proteção Social seja reconhecida como direito universal”.
Por seu turno, a secretária de Estado Clara Marques Mendes, que anunciou para breve um novo PARES para a construção de lares residenciais e para CACI, afirmou que “a ação do Governo se baseia na articulação, na proximidade e na avaliação”.
“Tenham esperança e acreditem que estamos a trabalhar para melhorar”, rematou a governante.
A edição de outubro do jornal Solidariedade, a sair na próxima semana, retratará de forma mais minuciosa o que foi o VII Congresso da CNIS «Pobreza e Proteção Social».

 

Data de introdução: 2026-10-09



















editorial

Plano interministerial e intersectorial para a Saúde e Longevidade da população (II)

Pelo Despacho n.º 2367/2025, “o XXIV Governo Constitucional, em consonância com os compromissos assumidos no seu programa de governação e no Compromisso de Cooperação para o Setor Social e Solidário para o biénio...

Não há inqueritos válidos.

opinião

PAULO PEDROSO, SOCIÓLOGO, EX-MINISTRO DO TRABALHO E SOLIDARIEDADE

Em memória de Eugénio Fonseca
Perdemos em agosto Eugénio Fonseca, de quem fui, nestes últimos anos, companheiro de colunas de opinião aqui no Solidariedade. Partiu um homem bom. Esta homenagem nasce da amizade, do...

opinião

EUGÉNIO FONSECA (1957-2026)

Calou-se uma voz importante da solidariedade
Eugénio Fonseca, presidente da Confederação Portuguesa de Voluntariado, morreu a 12 de agosto de 2026, aos 69 anos, vítima de paragem cardiorrespiratória.