ATRIBUÍDO PELO INSTITUTO DE ESTUDOS POLÍTICOS DA UC

Presidente da CNIS recebe Prémio Fé e Liberdade

O padre Lino Maia, presidente da CNIS, recebeu no dia 23 de junho o Prémio Fé e Liberdade, atribuído pelo Instituto de Estudos Políticos da Universidade Católica, no âmbito do "Estoril Political Forum 2015".

Para o presidente da Confederação Nacional das Instituições de Solidariedade Nacional, o galardão representa um desafio para fazer mais e melhor. Lino Maia destacou o papel que as instituições de solidariedade estão a ter nestes tempos de crise e lembrou os milhares de voluntários envolvidos. “Quando se fala de respostas sociais, fala-se de uma comunidade que não desmobiliza, que se organiza e envolve-se e, particularmente nos momentos mais difíceis como o desta persistente crise, se comporta de uma forma resiliente e expansionista e em contraciclo, se comparada com os outros sectores tradicionais da sociedade portuguesa e com outras sociedades irmãs”.

Em tempo de crise, o padre Lino Maia diz que é preciso “voltar a confiar nas pessoas”, porque “quando a economia e a finança perdem contacto com o rosto do outro, tornam-se lugares não humanos”. “As pessoas fiéis são sempre importantes para o bem comum e para a beleza da terra, e indispensáveis para sair de uma crise, porque sabem fazer uma abertura no teto da nossa casa comum e mostrar um céu mais alto para recomeçar”, afirmou o líder da CNIS.

Lino Maia foi apresentado por Mário Pinto, já distinguido com o Prémio Fé e Liberdade. Na ocasião, o Professor Manuel Braga da Cruz, em nome do Instituto de Estudos Políticos da Universidade Católica, justificou a distinção: “Quisemos este ano, distinguir a liberdade de iniciativa no domínio da solidariedade social. E ninguém melhor para a traduzir e a exemplificar do que o P. Lino Maia, Presidente da Confederação das Instituições de Solidariedade Social, cuja importância nunca é demais evidenciar nos tempos difíceis que atravessamos. O P. Lino Maia tem dedicado a sua vida a mobilizar a sociedade para ser solidária, apelando à responsabilidade primeira, que é da sociedade, de ser fraterna e atenta aos mais carenciados e necessitados. Ao atribuir-lhe o Prémio Fé e Liberdade, quisemos chamar a atenção para o exemplo do seu esforço, esclarecido e animado pela fé e pela caridade, em prol da iniciativa social solidária, em defesa do associativismo das instituições da sociedade empenhadas na prática da solidariedade. Em tempos de refundação do Estado Social, para defesa dos direitos sociais de todos, a sua atividade, norteada pelos princípios da defesa da dignidade humana, do bem comum, da solidariedade e da subsidiariedade, é uma poderosa demonstração do que pode e deve ser essa reforma.”

Nascido há 67 anos em Vila do Conde, Lino da Silva Maia foi ordenado padre a 8 de julho de 1973, desempenhando, na diocese do Porto, as funções de responsável pela paróquia de Aldoar, na Cidade Invicta, e assistente eclesiástico da Obra Diocesana de Promoção Social. Líder da CNIS desde 2006, foi reeleito este ano para mais um mandato enquanto presidente da Confederação Nacional das Instituições de Solidariedade, a principal organização representativa das Instituições Particulares de Solidariedade Social em Portugal.

Condecorado em Abril pelo presidente da República com o grau de grande-oficial, Lino Maia assume a coordenação da instituição que agrega cerca de 2600 entidades que empregam 100 mil funcionários e servem 500 mil utentes. A distinção homenageia personalidades que, de acordo com o Instituto de Estudos Políticos, dão testemunho, na sociedade portuguesa e em diferentes áreas de intervenção, de fé e liberdade.

Em anos anteriores, o prémio foi atribuído a Alexandre Soares dos Santos, Mário Pinto, Monsenhor João Evangelista e Maria Barroso, bem como ao Arcebispo da Beira, Moçambique, D. Jaime Pereira Gonçalves.

 

Data de introdução: 2015-07-12



















editorial

As amas em Creche Familiar

Publica-se neste número do “Solidariedade” o texto do acordo com a FSUGT, na parte que contempla também os novos valores de remunerações acordado para vigorar a partir de 1 de janeiro de 2024.

Não há inqueritos válidos.

opinião

EUGÉNIO FONSECA

A propósito do contributo da CNIS para as próximas eleições
É já tradição que as organizações de diferentes âmbitos, aproveitem os atos eleitorais para fazerem valer as suas reivindicações mais...

opinião

PAULO PEDROSO, SOCIÓLOGO, EX-MINISTRO DO TRABALHO E SOLIDARIEDADE

Cuidar da democracia
Neste ano vamos a eleições pelo menos duas vezes (três para os açorianos), somos chamados a renovar o nosso laço político com a comunidade, escolhendo...