MAIS DE 60 MANIFESTAÇÕES DE INTERESSE

IPSS de todo o país com vontade de acolher famílias de refugiados

Mais de 60 IPSS de todo o país apresentaram formalmente, durante o mês de Setembro, “manifestações de interesse no acolhimento de famílias de refugiados” ao Gabinete de Apoio Técnico que a CNIS tem em funcionamento, em estreita colaboração com a PAR (Plataforma de Acolhimento a Refugiados).

De acordo com o presidente da Confederação Nacional de Instituições de Solidariedade “o número poderá ser superior uma vez que as manifestações de interesse por parte das IPSS não têm parado de chegar à sede da Confederação. As instituições estão a responder de forma muito responsável, identificando todos os requisitos de que dispõem e dando respostas muito concretas sobre a sua capacidade a diversos níveis.”

Segundo o padre Lino Maia, está a ser feito um levantamento junto das 2.800 instituições filiadas na CNIS para perceber quais conseguem reunir todas as condições necessárias ao acolhimento dos refugiados.

Para já são 60 IPSS que se disponibilizam a acolher o mesmo número de agregados familiares, uma vez que o modelo da PAR Famílias é isso que prevê.

Na distribuição geográfica o distrito do Porto é o que apresenta maior número de manifestações de interesse, seguido por Lisboa. Mas há respostas de todo o país.

As fichas recolhem diversa informação com diferentes requisitos. Cerca de metade das IPSS cumprem todos os requisitos: alojamento, alimentação, vestuário, acesso à saúde, acesso à educação, acesso ao trabalho, aprendizagem da língua portuguesa e plano de mediação sócio-cultural. A outra metade não cumpre todos os requisitos. A maior parte informa a CNIS de que está à procura de alojamento na comunidade. Todas manifestam a disponibilidade e sobretudo o interesse no acolhimento de refugiados na justa medida das suas possibilidades.

Uma curiosidade desta recolha é a manifestação de disponibilidades fora do modelo da PAR. Há IPSS que contactaram o Gabinete de Apoio Técnico com ofertas de respostas ao nível de lar de infância e juventude, colónias de férias, colónias residenciais, famílias de acolhimento, colégios, escolas... Ficaram registadas para eventuais parcerias futuras.

A CNIS, que desde a primeira hora fez parte deste movimento da sociedade civil, continua a apelar à solidariedade das instituições num modelo de grande dignidade e responsabilidade. O presidente da CNIS escreveu recentemente às instituições filiadas na CNIS: “Com a capilaridade, o espi?rito de iniciativa e a generosidade das IPSS, estou convencido de que elas sera?o um elo imprescindi?vel em todo este processo. Venho, por isso, fazer um apelo a todas as nossas instituic?o?es que julguem ter vontade e capacidade para enfrentar este desafio, para que manifestem essa disponibilidade junto da CNIS. Na?o sera? necessa?rio que possam logo a? partida oferecer todas as condic?o?es exigidas, bastando que ponham em marcha um plano, em conjunto com a sua comunidade, que consiga vir a, em tempo u?til, responder aos requisitos apontados. Sera? preciso apenas que tenham a vontade e a coragem de responder a este repto e de oferecer um caminho de esperanc?a a?queles que nos procuram.”

A PAR, até finais de Setembro, registou mais de duas centenas de entidades, entre sociedade civil e setor social, que estão disponíveis para acolher e ajudar na integração os cerca de 5.000 refugiados que chegarão a Portugal, nos próximos meses.

MULTIBANCO APOIA PAR 

A partir de Outubro é possível contribuir para a PAR – Plataforma de Apoio aos Refugiados (www.refugiados.pt) através da opção Ser Solidário, disponível em qualquer MULTIBANCO.
A opção Ser Solidário permite que os utilizadores de Caixas Automáticos, realizem, de uma forma simples, direta e imediata, transferências bancárias para 20 Instituições Particulares de Solidariedade Social (IPSS)  envolvidas em campanhas nacionais de solidariedade social, entre elas a PAR.
Para contribuir basta selecionar a opção Transferências e Ser Solidário > PAR – Refugiados  > indicar a importância pretendida e confirmar a operação.
Desta forma, é facilitada a contribuição dado que os utilizadores não precisam conhecer o NIB da PAR para fazer o seu donativo.
Os utilizadores têm ainda a opção de solicitar um comprovativo para efeitos fiscais. Para tal devem selecionar a opção “Recibo” e introduzir o Número de Identificação Fiscal. No final da operação, o talão comprovativo é válido para efeitos de apresentação no serviço de finanças, estando o cabeçalho preenchido com os dados fiscais da Instituição destinatária do donativo.

 

Data de introdução: 2015-10-10



















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