AÇÕES INSPETIVAS

Sessões de formação/informação a Norte

Arrancou no final do mês de setembro (dia 29) a primeira série de sessões de formação/informação sobre «Ações Inspetivas» que a CNIS está a promover até meados de Novembro.
O primeiro conjunto de 13 sessões destinam-se às instituições da Região Norte, mas, como disse o presidente da CNIS na abertura da sessão, “outras se seguirão em outras regiões do País”.
Para já, são já mais de 850 IPSS interessadas em participar nas restantes sessões agendadas e que serão mais seis no Porto, mais concretamente na sua sede na Rua da Reboleira (dias 13, 21 e 28 de outubro e dias 12, 17 e 19 de novembro), quatro em Braga, em local a designar (dias 5 e 27 de Outubro e dias 3 e 10 de novembro), uma em Viana do Castelo, na Biblioteca Municipal (dia 14 de outubro), e uma ainda para os distritos de Bragança e Vila Real, no Centro Social e Paroquial de Nossa Senhora do Amparo, em Mirandela (dia 20 de outubro).
Na abertura da sessão, o padre Lino Maia sublinhou a importância de as instituições estarem preparadas e informadas sobre as inspeções a que são sujeitas por parte da Segurança Social, para acautelar a ação, do que apelida de “zelotes”, ou seja, aqueles que exorbitam as suas funções nessas mesmas ações inspetivas.
Ter a casa arrumada e estar devidamente informado sobre as regras a cumprir é fundamental para as instituições evitarem problemas e saberem defender-se perante excessos de zelo por parte dos inspetores e/ou entidades inspetivas.
“O grande objetivo é informar as instituições para que no momento da inspeção estejam munidas de conhecimento e assim poderem responder eficazmente aos processos inspetivos”, disse, ao SOLIDARIEDADE, Palmira Macedo, assessora da CNIS, no final da primeira sessão que decorreu na sede da Confederação.
A sessão de formação/informação toca todas as áreas da vida das IPSS, desde as questões administrativas às matérias mais técnicas, no sentido de fortalecer a posição das instituições. E para isso, segundo a coordenadora do Gabinete de Apoio Técnico da CNIS, que é responsável pela iniciativa, é necessário “ter a casa arrumada para que as questões sejam mais facilmente ultrapassadas, isto é, por um lado, não terem razões de preocupação no que respeita ao tratamento dos utentes e às conformidades com um conjunto de exigências legais e ainda terem conhecimento suficiente para, sobretudo quando há alguns excessos, e eles ocorrem, poderem contrapor com conhecimento e dar a perceber aos inspetores qual é o seu papel e até onde podem ir porque nas instituições sabem isso exatamente porque já têm essa informação”.
As sessões iniciam-se pelo enquadramento do tema «Ações inspetivas», explicando-se o que é a «Fiscalização», apresentam-se os «Guiões de Fiscalização» e, por fim, enquadra-se «A relação entre as Instituições e o ISS».
Feitas as apresentações, a sessão segue para o detalhe, sendo então explicadas aos presentes – na primeira sessão no Porto participaram 53 dirigentes e técnicos de IPSS da cidade Invicta e não só –, abordando-se, então, as «Regras técnicas gerais sujeitas a Ação Inspetiva».
Assim, são explicados preceitos legais, regulamentações, enquadramentos sobre itens como a identificação da entidade averiguada, as instalações, condições de segurança, higiene e segurança alimentar, condições de higiene e conforto, recursos humanos, funcionamento da resposta social, organização técnico administrativa e comparticipação dos utentes e de seus familiares.
Nestas sessões os participantes podem esclarecer dúvidas e colocar questões, acabando por ser uma troca de experiências muito útil.

 

Data de introdução: 2015-10-11



















editorial

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Sucede que a falta de motivação das IPSS para colocarem a sua rede de ERPI ao serviço do escoamento das situações de internamento hospitalar inapropriado, nas condições atualmente em vigor, se afigura amplamente justificada (...)

Não há inqueritos válidos.

opinião

PAULO PEDROSO, SOCIÓLOGO, EX-MINISTRO DO TRABALHO E SOLIDARIEDADE

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