ALTERADA PORTARIA PARA CRIAÇÃO DE NOVAS SALAS DE PRÉ-ESCOLAR

Apoio estatal é alargado às IPSS mas prazo de candidatura já terminou

O presidente da CNIS, padre Lino Maia, saúda a alteração anunciada pelo Governo, segundo a qual qualquer instituição do Sector Social Solidário vai poder candidatar-se aos apoios do Estado para abertura de salas de Educação Pré-Escolar, independentemente de ter ou não acordo de cooperação, mas em declarações à Rádio Renascença, Lino Maia admite que haja um equívoco porque o prazo de candidatura já fechou. “O período de candidatura terminou a 27 de agosto. Neste documento não diz se vai haver um novo período de candidaturas para abrirem as salas. É um bocado equívoco. Estou à espera para ver.”
O presidente da CNIS anuncia que vai pedir mais informações ao Ministério da Educação e solicitar que haja um novo período de candidaturas. Lino Maia garante que o Sector Social Solidário está disponível para ajudar nesta preocupante falta de salas e vagas no pré-escolar e apenas precisaria de um prazo de 10 dias para candidatura.

Segundo a Portaria publicada esta segunda-feira, 8 de setembro, qualquer instituição do Sector Social Solidário vai poder candidatar-se aos apoios do Estado para abertura de salas de Educação Pré-Escolar, independentemente de ter ou não acordo de cooperação para esta resposta social.
A 14 de abril, o Governo publicou uma Portaria que definia o apoio financeiro a atribuir às IPSS e equiparadas para a abertura de salas de Pré-Escolar, e publica agora uma alteração a essa Portaria para que o apoio financeiro seja alargado a mais instituições.
Passam a poder candidatar-se ao apoio financeiro do Estado "quaisquer instituições do Sector Social Solidário que preencham os requisitos legais aplicáveis, independentemente de possuírem ou não, à data da candidatura, acordo de cooperação para a resposta Estabelecimento de Educação Pré-Escolar", lê-se na Portaria.
"Esta alteração visa alargar o universo de potenciais entidades parceiras do Estado, promovendo uma cobertura mais eficaz e equitativa da oferta de Educação Pré-Escolar", justifica o Governo.
Nas condições de elegibilidade das IPSS, as entidades deixam de ser obrigadas a ter acordo de cooperação no momento da candidatura, podendo formalizá-lo ou revê-lo posteriormente.
O Governo explica que a "aplicação do regime [de atribuição de apoio financeiro] revelou a necessidade de reforçar o seu alcance, por forma a permitir uma resposta mais ampla e célere às carências identificadas na rede Pré-Escolar".
O Executivo pretende com estas portarias que, a partir deste novo ano letivo, comecem a abrir vagas no Pré-Escolar para acolher mais cinco mil crianças a partir dos três anos, dando prioridade às famílias mais carenciadas.
Para a concretização desse plano, que inclui abrir 200 novas salas de Pré-Escolar ou readaptar salas já existentes, estão destinados 42,5 milhões de euros para os próximos três anos, tendo o ministro da Educação, entretanto, afirmado que o limite financeiro poderá ser ultrapassado no caso das instituições que se proponham aumentar a oferta em zonas carenciadas.
As famílias mais carenciadas terão prioridade e a ideia é reforçar a oferta nos concelhos mais carenciados, que se situam maioritariamente na zona de Lisboa.
Está prevista a atribuição de um apoio direto do Estado de 208,05 euros mensais por criança e um incentivo de 15 mil euros por cada nova sala aberta, sendo que este incentivo será disponibilizado apenas no ano da abertura da nova sala.
Todo o processo de candidatura às vagas e à abertura de novas salas, incluindo a análise e seleção das entidades, será gerido pela Direção-Geral da Administração Escolar e pelo Instituto da Segurança Social.

 

Data de introdução: 2025-09-08



















editorial

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Sucede que a falta de motivação das IPSS para colocarem a sua rede de ERPI ao serviço do escoamento das situações de internamento hospitalar inapropriado, nas condições atualmente em vigor, se afigura amplamente justificada (...)

Não há inqueritos válidos.

opinião

PAULO PEDROSO, SOCIÓLOGO, EX-MINISTRO DO TRABALHO E SOLIDARIEDADE

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