CARLOS LACERDA PAIS, PRESIDENTE DA UDIPSS AVEIRO

Receber a Festa da Solidariedade tem um simbolismo ímpar para Aveiro

A Festa da Solidariedade 2026 realiza-se em Aveiro e fecha o ciclo de eventos que tocaram, ao longo de 19 anos, todos os distritos e regiões autónomas de Portugal.
Entre os dias 6 e 9 de outubro, o evento congrega no seu programa a Festa da Solidariedade, no dia 9, o VII Congresso da CNIS, nos dias 7 e 8, e ainda o périplo da Chama da Solidariedade, desde o dia 6, que percorrerá o território do Distrito da Ria.
Carlos Lacerda Pais está seguro do trabalho que a UDIPSS Aveiro, que preside, e a CNIS desenvolveram na organização da XIX Festa da Solidariedade, que acontecerá no cais da Fonte Nova, pelo que afirma que será um evento marcante para o Sector Social Solidário e para Aveiro.

SOLIDARIEDADE - Qual o significado para Aveiro receber a XIX Festa da Solidariedade, que encerra o ciclo de visitas a todos os distritos do país?
CARLOS LACERDA PAIS – Aveiro será anfitriã da 19ª edição da Festa da Solidariedade, um evento que glosa e tem como modelo de princípio o referente social e cultural das Instituições Particulares de Solidariedade Social. É uma Festa primorosamente humana, consolidando-se como um tributo vibrante à identidade, à soberania e ao património afetivo, e sob esse ponto de vista tem um simbolismo ímpar para Aveiro.

Como será esta edição da Festa, qual o lugar escolhido e porquê?
A Festa da Solidariedade segue o escopo das anteriores edições e realizar-se-á no dia 9 de outubro. Antes, nos dias 7 e 8, integra o Congresso da CNIS, sob o mote do tema «Pobreza e Proteção Social», e a Chama da Solidariedade percorrera vários pontos do distrito, a começar no dia 6. O local escolhido é o cais da Fonte Nova, um dos lugares mais nobres e icónicos de Aveiro, também pelo seu profundo valor histórico. O Congresso realiza-se no Centro de Congressos, antiga Fábrica Gerónimo de Campos, fundada em 1896, inspirada no entorno industrial de Aveiro e que é um belíssimo edifício de tijolo vermelho de renomado património arquitetónico, junto a canal do Côjo, justificando-se a sua escolha na coreografia espacial e lúdica que respondem à presença de muitos convidados. Neste sentido, o Centro de Congressos vai contribuir para o carácter geral de um evento como é o Congresso da CNIS.

Como vai ser a passagem da Chama da Solidariedade pelo distrito? A que locais vai, em que dias e o que está a ser preparado?
A Chama da Solidariedade percorrerá um roteiro por vários pontos do distrito, designadamente Albergaria-a-Velha, Vagos e S. João da Madeira. Formamos na Direção uma entusiasmada equipa e reunimos dezenas de vezes com a CNIS para a iniciar o laborioso processo de projetar a Festa da Solidariedade, numa prova contrarrelógio. Como em tantas outras ocasiões, e com a competência e generosidade característica da minha Direção, que aceitou o convite com alegria, deixando-se levar pelo meu entusiasmo, o clima de cumplicidade transformou o projeto da Festa num trabalho imensamente bem-sucedido. Neste momento, as diligências para a realização da Festa estão concluídas, faltando apenas a sua divulgação.

Como tem sido a adesão das IPSS?
Estão a aderir com entusiasmo. Será uma Festa vivenciada em conjunto com a CNIS. A participação das instituições é absolutamente contingente para evidenciar a relevância deste evento.

Esta XIX Festa da Solidariedade integra o VII Congresso da CNIS, quais as expectativas da UDIPSS Aveiro para este evento?
Nos dias 7 e 8 de outubro, a Festa da Solidariedade integra o Congresso dedicado ao tema «Pobreza e Proteção Social», no qual a CNIS convoca as instituições a analisar e refletir sobre as questões das vulnerabilidades sociais de natureza diversa. Este é um tema de absoluta centralidade nas instituições. A Assembleia das Nações Unidas alerta que o desenvolvimento sustentável deve ter um acompanhamento e regulamentação sem os quais se atingirão níveis desorbitados de pobreza, sendo importante destacar o papel das Instituições Particulares de Solidariedade Social em reverter a instabilidade social e económica e garantir que o fazemos em direção a um mundo no qual seja permitido que todos progridam social e economicamente.  As expetativas são as melhores, pois será um dia inspirador com a oportunidade de nos encontrarmos.

Qual o contributo de Aveiro para estas realizações?
A Festa da Solidariedade segue um escopo muito exigente e realizar um evento a partir de uma perspetiva cultural exige muito trabalho. Tratando-se de um evento colaborativo entre a CNIS e a União Distrital de Aveiro, delegaram-se responsabilidades com adequação, resultando num trabalho articulado e em unidade de sentido. A Direção concretizou um verdadeiro trabalho de gestão a partir de um plano que conformou a identidade da Festa e os objetivos. O contributo da UDIPSS Aveiro elenca múltiplas ações relativas à organização. Como sabemos, um evento com esta dimensão, que decorre em vários pontos do distrito, exige inúmeras diligências com alguma complexidade e o seu planeamento conjunto com os vários organismos púbicos, designadamente com os municípios de Aveiro, Vagos, Albergaria-a-Velha e S. João da Madeira. Assim, o nosso contributo foi o de um planeamento rigoroso que combina segurança, licenciamento legal, infraestrutura logística, animação cultural e divulgação.

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Data de introdução: 2026-09-16



















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