XIX FESTA DA SOLIDARIEDADE – AVEIRO 2026

Chama levou espírito solidário a Leiria e passeou de moliceiro pela Ria

Dia 1 de outubro, Dia Internacional do Idoso e, este ano, dia de arranque do périplo da Chama da Solidariedade pelos distritos de Leiria e de Aveiro, fechando um ciclo de duas décadas em que percorreu todo o território nacional.
O início da marcha da flama solidária aconteceu em Castanheira de Pera, onde, com grande envolvimento de várias instituições e entidades locais, foi tecida a Teia da Solidariedade.
A luz solidária passou pela Santa Casa da Misericórdia, Centro Paroquial de Solidariedade Social, GNR, Bombeiros Voluntários, Agrupamento de Escolas Dr. Bissaya Barreto, Sport Castanheira de Pera e Benfica, CERCICAPER, Junta de Freguesia de Castanheira de Pera e Coentral e Câmara Municipal e, no final, junto à Praia das Rocas, houve um momento musical e convívio, com destaque para «Os Serranos», grupo folclórico da CERCICAPER.
A Teia da Solidariedade, que acabou exposta na varanda dos Paços do Concelho, foi tecida com dezenas de fitas, cada uma com uma mensagem solidária de cada uma das entidades envolvidas.
Ao segundo dia, 2 de outubro, a Chama visitou instituições nos concelhos de Leiria e Marinha Grande.
Da parte da manhã, na ABEP - Associação de Bem Estar de Parceiros, a comitiva da flama solidária liderada pelo vice-presidente Eleutério Alves, juntamente com dirigentes de outras IPSS do concelho de Leiria, visitou as instalações, onde funcionam a ERPI, o Centro de Dia, o SAD e ainda a creche e o pré-escolar.
Carla Verdasca, presidente da UDIPSS Leiria, e Ana Valentim, vereadora da Ação Social do município leiriense, colocaram o foco na devastação que a tempestade Kristin provocou no concelho e em muitas instituições, que, ainda assim, “não fecharam portas nem deixaram de continuar a cuidar dos seus utentes”.
Depois, a Chama da Solidariedade levou o seu calor solidário até ao Centro Social Paroquial de Vieira de Leiria, concelho da Marinha Grande, cujo telhado, já reparado, foi bastante fustigado pela tempestade do final de janeiro.
De regresso a Leiria, foi tempo de visitar o Centro Social Paroquial de Regueira de Pontes, também ele bastante castigado pela Kristin. Todos os varandins exteriores do imponente edifício, onde funciona o Lar, Centro de Dia e SAD, foram arrancados pela força do vento, para além dos “painéis solares que, pura e simplesmente, desapareceram”.
O fim da passagem da Chama pelo distrito de Leiria foi em Alvaiázere, com a jornada a começar em Maçãs de Dona Maria, onde foi recebida nas duas ERPI da Associação Casa do Povo local.
Uma comitiva do Grupo Motard de Maçãs de Dona Maria guiou a caravana da tocha solidária, que passou pelos bombeiros locais, antes de rumar a Alvaiázere. Aqui, no recinto do Festival Gastronómico do Chícharo, e com a presença do presidente da CNIS, a Chama reuniu um conjunto de utentes de instituições do concelho para celebrarem o seu espírito solidário.
“As IPSS são muito importantes e é preciso que mais gente se preocupe com os que moram ao lado, porque a sorte do outro é a nossa sorte”, afirmou o padre Lino Maia, terminando com um desafio: “Que a Chama da Solidariedade convoque o maior número de pessoas para que, assim, mais gente possa ter uma vida boa”.
Antes de chegar a Aveiro para a XIX Festa da Solidariedade, a flama visitou três concelhos do distrito da Ria.
No dia 6 de outubro, a flama solidária esteve em Vagos, onde foi acolhida por mais de mil idosos, que celebravam o Dia Internacional do Idosos, adiado para este dia pela autarquia para que os dois eventos se unissem. Para além de uma eucaristia e de um repasto, o dia foi animado pela Turma do Ukelele, da Universidade Sénior de Vagos, o que gerou momentos de intensa diversão e… dança.
No dia seguinte, a Chama da Solidariedade rumou a Albergaria-a-Velha, onde visitou algumas instituições da cidade.
Antes de viajar para Aveiro, a tocha solidária passou por São João da Madeira onde foi calorosamente recebida. Foram muitas as instituições que se juntaram à passagem da Chama, sempre conduzida pelos bombeiros locais.
Com um percurso muito bem organizado, a tocha passou de mão em mão (leia-se, de instituição em instituição), numa demonstração de grande compromisso com o espírito solidário da Chama.
Por fim, no dia 9, a Chama da Solidariedade chegou a Aveiro. Após um passeio de moliceiro pelos canais da Ria, a flama foi recebida pela autarquia, com o vice-presidente Rui Santos a sublinhar “o orgulho em acolher o evento pela importância que a CNIS tem”, deixando ainda “um obrigado a todas as pessoas que todos os dias trabalham nas IPSS, cuidando de quem mais precisa”.
Resumindo o que tem sido a Chama da Solidariedade, o seu principal responsável e mentor, Eleutério Alves, afirmou que “foram duas décadas muito vividas e preenchidas”.
“Foi um trabalho de equipa, que envolveu muita gente e em que o padre Lino Maia foi sempre uma inspiração”, acrescentou o vice-presidente da CNIS, que rematou dizendo que “valeu a pena e é uma causa em que estaria empenhado mais 20 anos”.
Depois a Chama instalou-se no cais da Fonte Nova, onde se realizou a XIX Festa da Solidariedade, com alguma animação com o destaque a ir para a atuação de um grupo de crianças do Centro Social de Santa Joana Princesa.
Fechou-se assim o ciclo de 20 anos do périplo da Chama da Solidariedade pelo país, ilhas incluídas.
“A Chama, acima de tudo, deu visibilidade às IPSS”, rematou o presidente da CNIS.

 

Data de introdução: 2026-10-13



















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