ROTEIRO PARA A INCLUSÃO

Cavaco Silva defende a integração dos deficientes

O Presidente da República inicia a quarta etapa do Roteiro para a Inclusão em que Cavaco Silva fará um apelo ao empenho da sociedade em ajudar a resolver os problemas de integração dos deficientes. Durante dois dias, o Presidente vai estar em Lisboa, Aljubarrota (Leiria), Miranda do Corvo e Lousã (Coimbra) e Viseu para destacar "boas práticas" na formação de pessoas com deficiência e a sua integração no mercado de trabalho.

Em Portugal, segundo o Censos 2001, 6,1 por cento da população, ou seja, cerca de 635 mil pessoas, sofrem de deficiência, a sua maioria com problemas visuais (25,7 por cento) e motores (24,6 por cento). Independentemente das obrigações estatais, Cavaco Silva quer mostrar, durante estes dois dias o que "a sociedade poderá fazer pelos deficientes", disse fonte de Belém.

A quarta etapa do Roteiro da Inclusão começa segunda-feira à tarde com uma visita ao Instituto de Jacob Rodrigues Pereira, em Lisboa, um colégio da Casa Pia que se dedica à educação e ensino de crianças e jovens surdos. À noite, Cavaco Silva participa no jantar de Natal da Casa Pia, com alunos, pais e professores do instituto e de outros colégios da instituição.

Na terça-feira, a comitiva presidencial começa o dia em Aljubarrota (Leiria) para o Chefe do Estado conhecer as empresas de cerâmica ARFAI-IGM Faianças, que empregam três deficientes. Em Miranda do Corvo (Coimbra), o Presidente irá conhecer a Associação para o Desenvolvimento e Formação Profissional, que funciona como uma sociedade de desenvolvimento local e em que 10 por cento dos empregados säo pessoas com deficiência.

Na Lousã, o ponto de paragem é a Associação para a Recuperação de Cidadãos Inadaptados da Lousã, que agrupa empresas em várias áreas (ambiente, saúde, cerâmica, indústria de madeiras) e emprega pessoas deficientes.

A jornada termina em Viseu com uma reunião com o presidente da câmara, Fernando Ruas, para analisar a experiência do provedor do deficiente - figura que existe também no Porto, Marco de Canavezes e Lousã - e em que participam várias instituições de solidariedade social do distrito.

18.12.2006

 

Data de introdução: 2006-12-18



















editorial

Voltar a casa

Sucede que a falta de motivação das IPSS para colocarem a sua rede de ERPI ao serviço do escoamento das situações de internamento hospitalar inapropriado, nas condições atualmente em vigor, se afigura amplamente justificada (...)

Não há inqueritos válidos.

opinião

PAULO PEDROSO, SOCIÓLOGO, EX-MINISTRO DO TRABALHO E SOLIDARIEDADE

O risco de retrocesso nos apoios à vida independente
O Orçamento de Estado para 2026 foi justamente elogiado por se abster dos clássicos “cavaleiros orçamentais”, designação pela qual são conhecidas as...

opinião

EUGÉNIO FONSECA

Que espero do novo Presidente da República?
Está próxima a eleição do novo Alto Magistrado da Nação. Temos mais duas semanas para que os candidatos, de forma serena, com objetividade e no âmbito dos...