ENTREVISTA

José Carlos Correia, Presidente da UDIPSS-Évora

José Carlos Correia foi eleito para a presidência da Direcção da UDIPSS-Évora, dando rosto aos primeiros corpos sociais da União. Engenheiro militar, abandonou a carreira das armas em 1990 para se dedicar à agricultura. Com 50 anos de idade é gestor de uma firma agrícola e presidente de uma IPSS apenas há dois anos. O Centro Social e Paroquial do Alandroal tem 10 técnicos, cerca de 30 funcionários e umas largas centenas de utentes. Agora tem também a seu cargo um distrito com 180 IPSS.

SOLIDARIEDADE - Que motivos estiveram na origem da sua candidatura à UDIPSS-ÉVORA ?
JOSÉ CARLOS CORREIA -
A necessidade, ditada pela minha experiência pessoal, de uma estrutura aglutinadora que leve a colmatar e responder às necessidades sentidas pelas IPSS do Distrito.

Quais os principais objectivos para este triénio?
Conhecer as instituições do Distrito, valências disponíveis, recursos afectos, assim como principais dificuldades; Divulgar a UDIPSS, angariando novos sócios e mantendo actualizados os respectivos registos e quotizações; Manter informados todos os associados tanto em aspectos legislativos organizativos ou outros; Dialogar e manter uma estreita relação de trabalho com instituições públicas e privadas da região e com a CNIS. Conhecer as carências dos catorze concelhos da região, tendo em vista prover à falta de alguma valência e optimização das existentes.

Quais são os principais promotores da solidariedade e parceiros prováveis da UDIPSS liderada por si?
Igreja Católica, Estado e algumas empresas da região.

Qual é a caracterização das IPSS do distrito de Évora?
São na sua maioria instituições de pequena dimensão e de reduzido número de valências com uma zona de influência localizada, sendo o seu número cerca de 180.

Quais são os principais problemas sociais do distrito?
São os problemas inerentes às condições de interioridade, envelhecimento da população, pensões baixas, desemprego, desertificação, etc....

Quais são as problemáticas sociais no distrito para as quais não existem respostas?
Embora ainda não tenhamos um diagnóstico elaborado, já que só tomámos posse há menos de um mês, julgo que a área da valência família-comunidade é a que de momento se encontra menos desenvolvida.

Que dificuldades conta encontrar?
As inerentes a uma região pobre, com instituições descapitalizadas e onde durante muitos anos não houve qualquer estrutura representativa.

Qual é o papel que uma UDIPSS deve desempenhar?
Deve desempenhar um papel agregador, motivador e de mediador junto dos diversos parceiros sociais.

Qual é a importância da Igreja na solidariedade social no distrito?
É sem dúvida de vital importância, já que cerca de 80 % das instituições do distrito são por ela geridas ou a ela estão ligadas.

Quais são as relações que espera manter com a CNIS? E da CNIS, com que conta?
As de maior proximidade possível e máxima entreajuda.

Para si que já é dirigente numa IPSS, este é um desafio acrescido. Como espera conseguir conciliar?
Com algum sacrifício pessoal, mas acima de tudo com a estreita colaboração e grande ajuda, que estou certo vou ter, de todos os elementos que integram a UDIPSS-Évora, pois a tarefa que nos aguarda é impossível para uma só pessoa por melhor vontade que tenha.

Que importância atribui ao voluntariado na solidariedade?
Ao longo dos anos na sociedade portuguesa teve sempre um papel de grande importância que nos parece não ser de desprezar. Consideramos que muitas das nossas iniciativas só podem ser levadas a cabo com a envolvência cívica e espiritual da sociedade, pois ultrapassam em muito o mero cariz profissional.

Que avaliação faz deste governo na relação com as IPSS?
É notório que de momento existem algumas tensões nas IPSS, devido às incertezas quanto ao seu enquadramento, desempenho e qualidade de recursos futuros. Penso, no entanto, que se trata de uma situação conjuntural que rapidamente se ultrapassará.


Primeiros Corpos Sociais da UDIPSS-ÉVORA

Assembleia Geral:
Presidente: Cónego António Henrique de Freitas Guimarães (CSP de Arraiolos)
Secretário: Irmã Maria Júlia Bacelar (Irmãs Adoradoras Lar de Santa Helena)
1º Vogal: Eng.º Bernardino António Grilo Melgão (CSP de Nª Sr.ª de Fátima)

Direcção:
Presidente: Eng.º José Carlos Tavares Correia (CSP de Alandroal)
Vice-Presidente: Dr. António Branco Filipe (Associação ARPIE)
Tesoureiro: Sr. José Carlos Rodrigues Melrinho (Cantinho Amigo)
Secretário: Dr.ª Lucrécia de Jesus Carneiro da Silva (Cáritas de Évora)
1º Vogal: Dr.ª Cremilde da Conceição Brito Vermelho (Cáritas de Vila Viçosa)

Suplentes da Direcção
1º Suplente: Dr.ª Maria do Rosário Barrocas Varela (CSP de Santo André de Estremoz)
2º Suplente: Dr.ª Teresa Maria da Cruz Costa Pereira (Obra S. José Operário)
3º Suplente: Sr.ª D. Maria Cristina Santos Calhau Queiroga (APCE - Núcleo de Évora)

Conselho Fiscal
Presidente: Dr. Eduardo José Carrilho Capão (CSP de Santo António de Lavre)
Secretário: Sr. Francisco Manuel Folgôa Rodrigues (CSP Monte Trigo)
1º Vogal: Dr. João Luís Batista Penetra (Associação Terra Mãe)

Suplentes de Conselho Fiscal
1º Suplente: Eng.º José Sebastião F. Santa Roque (Fundação Dias de Carvalho)
2º Suplente: Dr. Miguel Maria Amado de Sousa Cabral (Jardim Nª Sr.ª da Piedade)

 

Data de introdução: 2008-07-12



















editorial

NO CINQUENTENÁRIO DO 25 DE ABRIL

(...) Saudar Abril é reconhecer que há caminho a percorrer e seguir em frente: Um primeiro contributo será o da valorização da política e de quanto o serviço público dignifica o exercício da política e o...

Não há inqueritos válidos.

opinião

EUGÉNIO FONSECA

Liberdade e Democracia
Dentro de breves dias celebraremos os 50 anos do 25 de Abril. Muitas serão as opiniões sobre a importância desta efeméride. Uns considerarão que nenhum benefício...

opinião

PAULO PEDROSO, SOCIÓLOGO, EX-MINISTRO DO TRABALHO E SOLIDARIEDADE

Novo governo: boas e más notícias para a economia social
O Governo que acaba de tomar posse tem a sua investidura garantida pela promessa do PS de não apresentar nem viabilizar qualquer moção de rejeição do seu programa.