CENTRO SOCIAL E CULTURAL S. PEDRO DE BAIRRO

A Instituição mais antiga do concelho de Famalicão

São cerca de 600 utentes distribuídos por 16 valências, cinco delas sem acordo de cooperação, nas áreas da infância, dos idosos, da deficiência e da família, com o serviço de atendimento e acompanhamento social. Implantado no coração da freguesia que lhe deu o nome, S. Pedro de Bairro, dista 12 quilómetros da sede do concelho, Vila Nova de Famalicão, e está encostado ao Vale do Ave. Nascido em Dezembro de 1983, o Centro Social e Cultural de S. Pedro de Bairro foi criado para dar resposta a muitas famílias que precisavam de um infantário para deixar os filhos, enquanto os pais iam trabalhar, a grande maioria deles na indústria têxtil e de vestuário, que naquela época empregava uma boa parte da população da zona. “Sentíamos muita falta de um infantário, pois os horários das fábricas obrigavam ao trabalho por turnos e era complicado com as crianças e aqui não havia nada”, relembra Joaquim Vale, fundador e presidente da instituição particular de solidariedade social (IPSS).

No 25º aniversário da sua fundação, comemorado oficialmente a 21 de Março, a instituição de solidariedade orgulha-se de ser a mais antiga do concelho e de ter feito um longo percurso “em prol do bem-estar da comunidade” onde está inserida. Numa fase inicial, o Centro esteve voltado para os mais novos, o projecto foi crescendo e foi direccionado para dar resposta às diversas solicitações que surgiam. “Quando começámos, nunca pensei que iríamos desvendar uma série de situações sociais que hoje fazem com que a instituição tenha 13 valências”, diz o presidente, recordando 25 anos de história. Após a abertura das valências dedicadas aos mais novos, o Centro sentiu necessidade de responder aos jovens com deficiência, numa primeira fase com apoio ao domicílio. “Encontrámos jovens sozinhos, muito pouco cuidados pela família. Havia situações deploráveis e começámos a dar apoio ao domicílio que mais tarde evoluiu para Centro de Actividades Ocupacionais, na década de 90”. A área da formação profissional, também ela especialmente dedicada à pessoa com deficiência tornou-se outro dos vectores prioritários de acção. “Temos conseguido bons resultados e inserido vários jovens no mercado de trabalho. Conseguimos activar-lhes capacidades que estavam adormecidas e depois eles conseguem desenvolver actividades e têm uma estimulação muito grande para as tarefas que desempenham”, afirma Joaquim Vale.

Para o presidente da IPSS estes 25 anos simbolizam “muito trabalho e dedicação”. “Olho para esta obra com muito orgulho. Foi possível constituir uma forte equipa directiva, onde falamos sempre a mesma linguagem em prol da solidariedade. Criamos um grupo de funcionários (84) de uma qualidade invejável, com um sentido de profissionalismo, criatividade, imaginação, querer e determinação fora do comum”, diz o dirigente. Apesar da obra feita, o futuro é encarado com apreensão devido aos constrangimentos financeiros que enfrentam. “Os nossos maiores problemas e dificuldades são de índole financeira, porque gostaríamos de continuar a fazer coisas bonitas para bem da comunidade, mas o dinheiro é pouco”, e acrescenta que candidataram-se a um fundo de socorro social, mas que até à data não tiveram qualquer resposta das entidades competentes.

Apesar da falta de verba, comum à grande maioria das instituições de solidariedade social, o presidente encara diversos desafios para o futuro. “Embora tenhamos muitas respostas sociais, damos grande relevância ao trabalho com jovens com deficiência e gostávamos de avançar para a criação de um lar residencial para esses jovens”, adianta. “Pretendemos criar uma estrutura que sirva de ponte para a vida autónoma para os nossos jovens em situação de risco que atingem a maior idade, mas não têm família de retaguarda”. Mas para pôr a ideia em prática, a instituição precisa de arranjar um terreno para a construção da infra-estrutura, já que não dispõem de nenhum. Para além do lar, o presidente gostava de ver construída uma estrutura de raiz para a área administrativa e social dos funcionários, de forma a poder reestruturar alguns serviços internos. “A instituição tem 25 anos e foi crescendo por equipamentos, que agora precisam de alguns ajustes, o que obriga a mexer na estrutura física”, diz.
Joaquim Vale considera que um projecto de solidariedade social “é sempre inacabado”, pelo que os desafios são muitos. “Somos uma instituição sempre em mutação e em sentido progressivo e acima de tudo, pronta a dar resposta aos desafios sociais que surgem na comunidade”.

 

Data de introdução: 2009-04-04



















editorial

O TRIÂNGULO DA COOPERAÇÃO

A consciência social, aliada ao dever ético da solidariedade, representa uma instância suprema de cidadania, um compromisso inalienável para com os mais vulneráveis e em situação de marginalidade, exclusão e pobreza.

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