VIOLêNCIA DOMéSTICA

Governo quer que agressores presos paguem indemnizações às vítimas

O Governo quer que os agressores condenados por violência doméstica reembolsem o Estado pelas indemnizações pagas às vítimas, disse o ministro da Justiça, Alberto Costa. "Os agressores que trabalham no sistema prisional e que foram condenados por violência doméstica devem ver uma parte da sua remuneração mobilizada para reembolsar o Estado das indemnizações que este pagou às vítimas", afirmou Alberto Costa, à margem da 29.ª Conferência de Ministros da Justiça do Conselho da Europa, que decorreu na Noruega.

Segundo o ministro, a proposta de lei de reforma do sistema de apoio às vítimas de violência, que será discutida dia 09 de Julho na Assembleia da República, pretende que "o Estado avance com o montante dessas indemnizações e depois vá cobrar o todo ou uma parte aos agressores".

De acordo com dados de Alberto Costa, neste momento encontram-se 14 reclusos em prisão preventiva acusados de violência doméstica e 12 estão a cumprir penas de prisão efectiva, além de 66 reclusos condenados por maus-tratos a familiares e não-familiares.

No âmbito da mesma proposta, é defendido um novo regime de apoio às vítimas de crimes de violência doméstica, que permite que o Estado as indemnize também por danos morais além dos físicos.

Esta proposta assenta, segundo o ministro, em concessão de subvenções financeiras, de medidas de apoio social, educativas e terapêuticas adequadas à recuperação física, psicológica e profissional das vítimas.

"O apoio às vítimas vai ser alargado e abranger danos morais e as indemnizações não serão apenas em dinheiro, mas também ao nível de apoio terapêutico, social ou educativo", explicou.

Alberto Costa referiu, igualmente, a alteração legislativa sobre os antecedentes criminais, onde se incluem as condenações por crime de violência doméstica, para serem ponderados no acesso a empregos ou funções que envolvam contacto regular com crianças e menores e também nas decisões de adopção ou outras formas de confiança de menores.

 

Data de introdução: 2009-06-19



















editorial

Autonomia das IPSS

Um provedor para zelar pela autonomia de todas as IPSS só seria admissível se fosse escolhido pelo conjunto de todas as IPSS, de todas as suas origens, de todas as afinidades e de todas as Entidades Representativas. 

Não há inqueritos válidos.

opinião

EUGÉNIO FONSECA

Estado e Sociedade - complementaridade e cooperação
As relações entre o Estado e as diferentes Organizações da sociedade civil têm sido alvo de muitos debates, mas permanecem em muitas mentes algumas...

opinião

PAULO PEDROSO, SOCIÓLOGO, EX-MINISTRO DO TRABALHO E SOLIDARIEDADE

Creche gratuita: o compromisso cumpre-se com vagas
A gratuitidade das creches é um compromisso político forte com as famílias e, para muitas delas, uma esperança concreta. Mas só é real quando se traduz numa vaga...