LISBOA

Instituições de Solidariedade garantem mais 130 camas de cuidados continuados

Mais 130 camas para cuidados continuados serão garantidas pelas novas unidades a construir em Lisboa ao abrigo das escrituras e do protocolo assinadas entre a autarquia e três Instituições Particulares de Solidariedade Social (IPSS). Na ocasião, o presidente da autarquia sublinhou a carência de espaços do género em Lisboa, uma cidade com uma população envelhecida. Segundo o Censos 2001, mais de 20 por cento dos habitantes na capital têm mais de 65 anos.

"Chegámos a uma situação paradoxal de Lisboa ter em termos de tecnologia
na área da saúde os mais modernos equipamentos do país, mas depois faltam equipamentos de quotidiano", afirmou António Costa, que afirmou que Lisboa tem um défice de 1 100 camas de cuidados continuados. No âmbito das escrituras, a autarquia cede em direito de superfície,
por um período de 50 anos, dois lotes de terreno nas freguesias da Ameixoeira e em Carnide ao Instituto S. João de Deus e ao Montepio-Geral - Associação Mutualista.

Além destas escrituras, a autarquia assinou um protocolo de cedência de um espaço municipal no Bairro do Condado, na Avenida João Paulo II à ARIA -Associação de Reabilitação e Integração Ajuda, com vista à instalação de uma unidade de cuidados integrados de saúde mental.

Na ocasião, o presidente da autarquia, António Costa, destacou ainda os dois novos hospitais a construir em Lisboa e o protocolo assinado com o Ministério da Saúde para a construção de novos centros de saúde na capital. "Há dois anos, quando eu tomei posse, o IPO [Instituto Português de Oncologia] estava de saída para os concelhos limítrofes", afirmou. Também presente na cerimónia, o secretário de Estado Adjunto e da Saúde, Francisco Ventura Ramos, disse desejar que se encontre rapidamente parceiros para outros dois outros terrenos que a Câmara de Lisboa já identificou e acrescentou que estão já a decorrer conversações com a Misericórdia de Lisboa.

O governante lembrou que há três anos se apontava um total de 15 000 camas de cuidados continuados em falta no país e uma meta para conseguir resolver o problema até 2016, que recentemente foi antecipada para 2013.

"Neste momento não chega a um terço da rede. São quatro mil camas", afirmou Francisco Ventura Ramos, sublinhando a dificuldade em conseguir resolver o problema sobretudo em Lisboa e Porto, onde os terrenos disponíveis são poucos e caros.

 

Data de introdução: 2009-09-23



















editorial

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Sucede que a falta de motivação das IPSS para colocarem a sua rede de ERPI ao serviço do escoamento das situações de internamento hospitalar inapropriado, nas condições atualmente em vigor, se afigura amplamente justificada (...)

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opinião

PAULO PEDROSO, SOCIÓLOGO, EX-MINISTRO DO TRABALHO E SOLIDARIEDADE

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