GUIMARÃES

Brinquedos adaptados para crianças diferentes

Alunos da Universidade do Minho passaram duas semanas a adaptar brinquedos para que crianças com deficiência, de Guimarães, consigam, sem limitações, brincar com o Noddy, o Ruca, peluches e carrinhos.
Não são ajudantes do Pai Natal, mas podiam ser. Há duas semanas que 12 alunos do curso de Engenharia Electrónica Industrial e Computadores da Universidade do Minho (UM), estão a modificar peluches, carrinhos e jogos inter-activos para os oferecerem a crianças com deficiências variadas.

Os brinquedos, enviados gratuitamente por uma empresa internacional, chegam hoje às mãos das crianças da Associação de Paralisia Cerebral de Guimarães (APCG) e da Cooperativa para a Educação e Reabilitação de Cidadãos Inadaptados de Guimarães (CERCIGUI).

"São brinquedos normais que foram adaptados de forma que crianças com dificuldades motoras severas possam brincar com eles", disse ao JN Fernando Ribeiro, docente da UM e responsável pelo projecto que envolve o Grupo de Automação Robótica.

Alunos e professores esventraram ursos de peluche, carrinhos e mini-computadores. Trocaram fios e transformaram electronicamente jogos e até o Noddy e o Ruca. "Na maioria dos brinquedos trocamos os pequenos botões que ligam e desligam os sons e os movimentos e colocamos um grande interruptor que pode ser manejado por crianças com dificuldades motoras", frisou Fernando Ribeiro.

Nos cinco anos de colaboração entre a Universidade do Minho e o Portal Ajudas.com, um projecto de Responsabilidade Social da Handout que se dedica à reabilitação e ajuda técnica para pessoas com deficiência, já foram transformados mais de 1500 brinquedos.

Para os casos mais graves, que envolvem crianças com fortes dificuldades motoras e um deficit cognitivo, os brinquedos sofrem ainda maiores alterações. É criado um mecanismo para colocar ao pescoço da criança para que ela, com um simples movimento da cabeça, possa ligar ou desligar os bonecos.

A operação de transformação começa com a abertura dos brinquedos. Segue-se a sua transformação electrónica e depois a adaptação para que possam ser usados com relativa facilidade pelas "crianças especiais".

"Durante duas semanas, o laboratório de robótica da universidade é ocupado por brinquedos e por músicas infantis", refere ainda o responsável pelo projecto. E continua: "É um bocado estranho, numa universidade, ouvir música do Noddy e do Ruca mas é por uma boa causa e, na verdade, nós também nos divertimos com os bonecos".

Os estudantes da UM vão, pela primeira vez, pessoalmente e sem renas ou trenó, entregar os brinquedos às crianças que frequentam as instituições.

Fonte: Jornal de Notícias

 

Data de introdução: 2009-12-22



















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