UDIPSS-PORTO APRESENTA LIVRO

Gestão de Organizações Sem Fins Lucrativos – o desafio da inovação social

“As próximas gerações farão exigências sem precedentes de coragem, criatividade, inovação e liderança política. Estas exigirão uma elevada competência de gestão.” (Peter Drucker)

Em 2009, a União Distrital das Instituições Particulares de Solidariedade Social do Porto (UDIPSS-PORTO) definiu, no seu plano estratégico “ O Caminho da Esperança”, três prioridades: (1) Uma UDIPSS-PORTO proactiva na acção política; (2) Uma UDIPSS-PORTO em rede, flexível, próxima e capaz de promover a participação democrática; (3) Uma UDIPSS-PORTO prestadora de Serviços, com filosofia de unidades de projecto e na vanguarda da informação, da qualificação e da formação. Estes objectivos encontram-se alinhados na missão definida em 2005 que sublinha a importância da qualificação e da capacitação das IPSS como caminho para a consolidação e afirmação do Sector Social Solidário.

Como pontapé de saída, a UDIPSS-PORTO promoveu, em 2009, o primeiro congresso distrital sobre a inovação social no Porto cujos principais objectivos passavam por robustecer os laços de solidariedade entre as organizações, promover uma discussão activa sobre a intervenção social no sector e encontrar caminhos alternativos para a sua sustentabilidade estratégica e financeira. As principais conclusões desta iniciativa confirmavam a necessidade de desenvolvimento das prioridades definidas: (1) alterar o paradigma da intervenção social através da promoção da inovação social como forma de capacitar os mais desfavorecidos na resolução dos seus próprios problemas associando, sempre que possível, as novas tecnologias ao processo de inclusão social; (2) Robustecer a marca solidária através de iniciativas “positivas” junto dos media e da utilização eficiente das redes sociais; (3) reforçar as acções de intercâmbio e de reforço da escala sectorial.

A UDIPSS-PORTO assumiu estes propósitos e reforçou a rede de serviços prestados às suas associadas assim como as suas parcerias. Na sequência deste caminho resolveu promover um livro que, por si só, fosse um instrumento de auto-capacitação organizacional. O livro é em si mesmo inovação social, é o primeiro livro em Portugal totalmente dedicado às temáticas da gestão de organizações sem fins lucrativos e da inovação social e escrito por diversos especialistas nacionais e internacionais que, ao longo dos últimos anos, foram investigando e trabalhando para este tipo de organizações.

O livro “Gestão de Organizações Sem Fins Lucrativos – o desafio da inovação social” procura responder aos desafios colocados por Peter Drucker há mais de uma década. É um projecto promovido pela UDIPSS-PORTO em parceria com a Associação TESE e o projecto Impulso Positivo do Grupo Editorial Vida Económica e coordenado por Carlos Azevedo, Raquel Campos Franco e João Wengorovius Meneses. Aborda temas como a Inovação Social (com contributos de peritos internacionais como Geoff Mulgan – ex-assessor de Tony Blair – e Diogo Vasconcelos da Cisco), a liderança, o marketing, o planeamento estratégico, a gestão de pessoas, a sustentabilidade económica, a avaliação, a gestão de stakeholders, a comunicação, a gestão do voluntariado e a fiscalidade em organizações sem fins lucrativos. Cada capítulo tem um enquadramento teórico, fornece instrumentos e dicas fundamentais para gestão quotidiana assim como boas práticas replicáveis.

O livro estará à venda no circuito comercial mas chegará gratuitamente a muitas organizações graças ao apoio institucional do Montepio, da Caixa Geral de Depósitos, da Shmitt+Sohn elevadores e da Fundação Luso-Americana para o Desenvolvimento. A primeira sessão de lançamento contou com a presença do autor do prefácio do livro, o Dr. Emílio Rui Vilar presidente da Fundação Calouste Gulbenkian, e do presidente da UDIPSS-PORTO, o Prof. Artur Carvalho Borges assim como dos autores do livro.

 

Data de introdução: 2010-11-05



















editorial

IDENTIDADE E AUTONOMIA DAS IPSS

As IPSS constituem corpos intermédios na organização social, integram a economia social e são autónomas e independentes do Estado por determinação constitucional.

Não há inqueritos válidos.

opinião

EUGÉNIO FONSECA

Eleições Europeias são muito importantes
Nas últimas eleições para o Parlamento Europeu foi escandaloso o nível de abstenção. O mesmo tem vindo a acontecer nos passados atos eleitorais europeus

opinião

PAULO PEDROSO, SOCIÓLOGO, EX-MINISTRO DO TRABALHO E SOLIDARIEDADE

Habitação duradoura – a resposta que falta aos sem abrigo
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