CHAMA DA SOLIDARIEDADE

«Bom Papa João XXIII» homenageado em Guilhabreu

Com a Praça do Almada transformada num imenso palco envolto por uma enorme massa humana, muito divertida e entusiasta, a Chama da Solidariedade entrou na Póvoa de Varzim. Diversos grupos de IPSS locais animavam as hostes, num aglomerado de gente muito significativo. Crianças, pessoas com deficiência e idosos partilhavam com os demais e muitos transeuntes os seus espectáculos.
Mais tarde, já em Vila do Conde, o Teatro Municipal acolheu uma tarde de animação musical, dança e ginástica, igualmente realizada por utentes das muitas instituições sociais do concelho, num momento de grande comunhão solidária, sempre com a flama incandescente.
Mas a etapa desta quinta-feira arrancara junto à igreja de Estela, onde Manuel Domingos, presidente da UDIPSS Viana do Castelo, passou o testemunho solidário, entregando a tocha a Andrea da Silva, vereador da Coesão Social da Câmara Municipal da Póvoa de Varzim.
A Chama entrava no Distrito do Porto, cuja capital recebe este sábado a Festa da Solidariedade, nos jardins do Palácio de Cristal.
Depois de uma breve, mas muito festiva, passagem por Navais, a flama solidária rumo à Póvoa de Varzim, onde após o espectáculo na Praça do Almada, seguiu, em cortejo pedestre, até à marginal, local emblemático e o escolhido para a passagem ao concelho vizinho de Vila do Conde.
Em caravana automóvel, o archote da solidariedade seguiu até ao Teatro Municipal. Forem muitas as IPSS que estiveram representadas, tanto em palco como na plateia, numa tarde de intensa e animada festa, com momentos verdadeiramente fantásticos, especialmente protagonizados por crianças e jovens com deficiência. A ocasião serviu ainda para o sector solidário de Vila do Conde, através da MADI, O Tecto e a Santa Casa da Misericórdia (que não é associada da CNIS) e ainda da autarquia, na pessoa da presidente Elisa Ferraz, prestarem homenagem ao padre Lino Maia, pelo seu papel como presidente da CNIS e grande impulsionador do diálogo social no País.
Esta foi a primeira homenagem do dia ao líder máximo da CNIS, pois, mais atrde, em Guilhabreu, “cidade” natal do padre Lino Maia, terra que, para além de a designar por “cidade”, apelida de “capital, não apenas do Norte, mas de todo o vasto território desde a margem esquerda do rio Lima à margem direita do rio Mondego”. Uma brincadeira com a qual gosta de demonstrar o gosto e orgulho que sente pela terra que o viu nascer.
Em Guilhabreu, perante uma pequena multidão que se concentrou no salão de convívio do Centro Paroquial e Social de Guilhabreu, os conterrâneos quiseram honrar o padre Lino Maia com uma homenagem sentida, a que se associou, não apenas a UDIPSS Porto e a edilidade de Vila do Conde, mas especialmente a Junta de Freguesia, o Grupo de Antigos e Actuais Alunos de Guilhabreu, a Associação Desportiva, Cultural, Recreativa e Social de Guilhabreu, o Rancho Folclórico S. Martinho Guilhabreu e o Jardim-de-Infância e Escola EB locais. Foi já de cachecol do clube de futebol da terra que o presidente da CNIS agradeceu os presentes e o momento, deixando um rasgado elogio às gentes da sua terra e, muito em especial, a alguém que tem sido para ele uma referência, o padre Carlos Duarte, pároco local e que, sem ajudas das entidades públicas, entusiasmou os locais a erigirem uma instituição que ajuda os desfavorecidos do nosso tempo e, concretamente, daquela terra.
“A solidariedade é feita de envolvimento e resiliência e foi isso que funcionou em Guilhabreu, com o entusiasmo contagiante do padre Carlos”, referiu o padre Lino Maia.
Antes, o padre José Baptista revelou aos presentes o nome pelo qual o homenageado era conhecido no seminário onde os dois estudaram juntos. “O Bom Papa João XXIII era como lhe chamávamos no seminário”, afirmação que arrancou um sorriso ao padre Lino Maia
Dali a Chama seguiu para Fajozes, onde foi recebida pela Associação O Tecto, que a vai acolher até à manhã desta sexta-feira, dia em que vai percorrer os concelhos da Maia, Valongo e Gondomar.

Pedro Vasco Oliveira (texto e fotos)

 

Data de introdução: 2014-06-06



















editorial

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A consciência social, aliada ao dever ético da solidariedade, representa uma instância suprema de cidadania, um compromisso inalienável para com os mais vulneráveis e em situação de marginalidade, exclusão e pobreza.

Não há inqueritos válidos.

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