CONSELHO GERAL DA CNIS

Festa da Solidariedade 2025 será em Beja

A CNIS reuniu o Conselho Geral, em Fátima, um encontro de trabalho sem grandes novidades, onde os conselheiros abordaram com a Direção diversas questões de interesse para as IPSS associadas.
Talvez, a grande novidade que saiu do Conselho Geral, do dia 4 de novembro, seja a de atribuição à União Distrital das IPSS de Beja a realização, em parceria com a CNIS, da XVII Festa e Chama da Solidariedade, no ano de 2025.
Nos assuntos que dizem respeito mais direto às instituições, o presidente da CNIS deixou algumas notas sobre a Cooperação, começando por lembrar que o próximo protocolo de cooperação voltará a ser bianual, “mas ainda não começou a ser negociado”.
“Temos notado no Governo uma vontade séria de olhar o Sector Social com olhos de ver. Se as comparticipações andam, em média, nos 38%, e o Pacto aponta para os 50%, é preciso dar passos nesse sentido e sinto essa vontade por parte do Governo”, sustentou o padre Lino Maia, que, de seguida, dividiu as respostas sociais por três grupos: “as valências em que o financiamento tem de ser tendencialmente de 100%, casos das creches, do pré-escolar e dos lares de infância e juventude; as valências em que será de mais de 50%; e as outras que se fixaram nos 50%”.
Mostrando-se esperançado que até 31 de janeiro de 2025 já sejam conhecidos os valores das atualizações dos acordos, que tenderá a seguir o caminho rumo aos 50%, o líder da CNIS afirmou: “Tendo em atenção o salário justo para os nossos trabalhadores e a inflação, agora mais estabilizada, queremos que a atualização ande nos dois dígitos. Fizemos uma proposta que não foi liminarmente recusada, mas também não foi aceite. No entanto, a Direção da CNIS já ficou acordado que não aceitamos somas para chegar aos dois dígitos, ou seja, não queremos chegar aos dois dígitos somando um valor aos 3,5% que este ano foram atribuídos a quarto valências. Por isso, vamos lutar pelos dois dígitos, mas a partir do valor de comparticipação praticado atualmente”.
Por outro lado, o padre Lino Maia lembrou que “a génese das IPSS está nas comunidades e o Estado apoia, mas temos de nos lembrar que direitos universais são a Saúde e a Escola Pública, a proteção social não é, pelo que o Estado pode deixar de apoiar”.
Por isso, o presidente da CNIS voltou a reforçar a intenção de se promover a inclusão da proteção social como direito universal na Constituição da República Portuguesa.
Na reunião de Fátima, os conselheiros foram informados sobre a avaliação do protocolo estabelecido com a Associação Nacional de Municípios Portugueses (ANMP), que é, segundo Alfredo Cardoso, “um balanço extremamente positivo”.
Agora, a ANMP vai fazer uma proposta de revisão do protocolo, sem retirar nenhuma matéria que este já inclui, mas acrescentando outras matérias, como a pobreza e os sectores não contributivos.
Já do encontro da CNIS com o ministro Adjunto e da Coesão Territorial, Castro Almeida, o dirigente da Confederação alertou que “ou se abre uma linha de discussão própria nas CCDR com o Sector Social ou não estamos lá a fazer nada”.
“O dinheiro da CCDR é do estado e das autarquias, mas tem de chegar à Economia Social”, asseverou Alfredo Cardoso.
Foi ainda feito o balanço do Encontro de IPSS do distrito da Guarda, da XVII Festa da Solidariedade, que decorreu em Bragança, e do Seminário sobre sexualidade na deficiência, realizado no Fundão, iniciativas promovidas pela CNIS, com o apoio das respetivas Uniões Distritais.
Sobre o Seminário, o presidente da CNIS disse que “as IPSS existem por causa das pessoas, por isso tudo o que lhes é importante deve ser abordado por nós”.
Foram ainda apresentados de forma resumida o Programa de Ação e o Orçamento previsional para 2025 e no momento da palavra ser dos conselheiros ficou o alerta para a difícil situação financeira em que se encontram as Casa de Acolhimento de Crianças e Jovens em Perigo e ainda a enorme escassez de lares residenciais para a área da deficiência.
Dia 23 de novembro CNIS reúne em Assembleia Geral, em Fátima.

Pedro Vasco Oliveira (texto e fotos)

 

Data de introdução: 2024-11-07



















editorial

Voltar a casa

Sucede que a falta de motivação das IPSS para colocarem a sua rede de ERPI ao serviço do escoamento das situações de internamento hospitalar inapropriado, nas condições atualmente em vigor, se afigura amplamente justificada (...)

Não há inqueritos válidos.

opinião

PAULO PEDROSO, SOCIÓLOGO, EX-MINISTRO DO TRABALHO E SOLIDARIEDADE

O risco de retrocesso nos apoios à vida independente
O Orçamento de Estado para 2026 foi justamente elogiado por se abster dos clássicos “cavaleiros orçamentais”, designação pela qual são conhecidas as...

opinião

EUGÉNIO FONSECA

Que espero do novo Presidente da República?
Está próxima a eleição do novo Alto Magistrado da Nação. Temos mais duas semanas para que os candidatos, de forma serena, com objetividade e no âmbito dos...