A Confederação Nacional das Instituições de Solidariedade (CNIS) admite que muitas IPSS não vão conseguir cumprir prazos do PRR, culpando a reprogramação do Plano de Recuperação e Resiliência (PRR) que trouxe mais burocracia e que tem dificultado o trabalho das instituições.
A CNIS foi ouvida na comissão parlamentar de Economia e Coesão Territorial, a requerimento do Partido Socialista (PS), sobre o impacto da reprogramação do PRR nos investimentos nos equipamentos sociais. Na audição, o dirigente da CNIS disse que está agendada uma reunião com o ministro da Economia para discutir este tema e apontou para a "extrema burocracia" do programa.
Segundo Alfredo Cardoso, a burocracia tem trazido "algumas dificuldades" a várias instituições, apontando exemplos como o Centro Social dos Anjos, em Barcelos, que "é um daqueles que por via da burocracia não vai resultar" ou a Irmandade Santa Cruz de Braga que "trava uma batalha por causa da burocracia com a entidade gestora, que é uma coisa de outro mundo". Acrescentou que, no Fundão, a reprogramação da candidatura do Centro Paroquial de Bem-Estar Social de Valverde ficou "sem resposta atempada" e "é um dos exemplos que vai ficar pelo caminho".
De acordo com o responsável, há também problemas em matéria de eficiência energética e referiu o caso da Associação de Paralisia Cerebral de Coimbra, em que os prazos para a mobilidade verde, até março de 2026, "dificultam a aquisição e a adaptação das carrinhas".
Alfredo Cardoso garantiu que "muitas das associadas não vão cumprir a meta de março de 2026. A maior parte dos projetos estão em março de 2026 e nem os pedidos de deferimento de prazo de poucos meses foram considerados".
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