APOIO DOMICILIÁRIO

Projecto ES2, Excelência na Solidariedade, desenvolve novas respostas

Foi lançado em Castelo de Vide um projecto que desenvolve novas respostas para o Serviço de Apoio Domiciliário. Através da organização do serviço integrado de apoio domiciliário assente na transformação das condições da oferta em rede (melhor organização e articulação dos serviços, formação dos prestadores, conjugação com a família, os vizinhos e a comunidade) e da procura (maior exigência e consciência dos direitos, passagem de uma mera lógica de necessidades a outra de capacidades), pretende-se desenvolver um modelo inovador de Serviço de Apoio Domiciliário com base numa prática de qualidade e numa visão integrada da prestação. Depois da constatação da inexistência de respostas inovadoras e complementares às tradicionais, capazes de fazer face a novas exigências sociais, tornou-se urgente actuar.

O Projecto ES2 – Excelência na Solidariedade é promovido, a nível nacional, por uma Parceria de Desenvolvimento constituída pelo IPQ – Instituto Português da Qualidade, a PROACT – Unidade de Investigação e Apoio Técnico ao Desenvolvimento Local, à Valorização do Ambiente e à Luta Contra a Exclusão Social, Santa Casa da Misericórdia de Castelo de Vide, Santa Casa da Misericórdia de Mora, Santa Casa da Misericórdia de Pavia e Sinase RH – Recusrsos Humanos, Estudos e Desenvolvimento de Empresas. A nível transnacional os parceiros situam-se em duas regiões: Potenza, Itália e Réunion, França.

Será implementado em Castelo de Vide (distrito de Portalegre), Mora e Pavia (distrito de Évora), no Alentejo, onde a população idosa representa 33,28% do total da população, e consiste na construção de um modelo integrado de Serviços de prestação de Apoio Domiciliário, englobando uma metodologia de gestão da Qualidade. Este projecto é apoiado pela Iniciativa Comunitária EQUAL e visa a obtenção de um produto final, validado, que possa, posteriormente, ser disseminado / transferido para outras regiões do País.

O Projecto tem a duração de 24 meses – de Setembro de 2005 a Agosto de 2007. São beneficiários do projecto as pessoas idosas e famílias, pessoas em idade de pré-reforma, prestadores informais envolvidos, ou a envolver, no Apoio Domiciliário, voluntários envolvidos, ou a envolver, no Apoio Domiciliário, dirigentes e técnicos prestadores de serviços de Apoio Domiciliário, agentes locais/regionais da economia social a envolver na Rede de Apoio Domiciliário, agentes públicos e privados que intervêm na área de apoio domiciliário a idosos.

Segundo Carolino Tapadejo, Provedor da Santa Casa da Misericórdia de Castelo de Vide “esta é a primeira vez em Portugal que se investiga, no terreno, uma solução técnica adequada ao problema do Serviço do Apoio Domiciliário e às novas exigências que lhe estão associadas. Queremos, com este projecto, contribuir para dotar o Apoio Domiciliário de condições e características que correspondam às necessidades, expectativas e gostos das pessoas idosas de hoje, promovendo-se a recuperação social do Alentejo.”

A Comissão de Honra do ES2 é presidida pelo Padre Vitor Melícias e integra personalidades como Ana Lourenço, jornalista da SIC Notícias; Augusto Jorge Rodrigues, Comandante do Centro Distrital de Operações de Socorro de Évora; Fernando Alves, jornalista da TSF; Fernando de Pádua, médico e Presidente da Fundação Professor Fernando de Pádua; Francisco Ramos, professor universitário (director do departamento de Sociologia da Univ. Évora); João Adelino Faria, jornalista da SIC Notícias; Maria de Belém Roseira, deputada e Presidente da Comissão Parlamentar de Saúde; Miguel Sousa Tavares, jornalista e Rita Ribeiro, actriz.
Esta Comissão é entendida como uma estrutura simbólica constituída por personalidades com relevante prestigio e protagonismo no domínio de investigação do projecto e/ou que estejam ligadas por razões de ordem afectiva aos concelhos de intervenção, designadamente, Castelo de Vide e Mora.


Mais Informações
Ângela Morgado, Gabinete de Imprensa do ES2
tel: 91 842 88 29 – angela.morgado@netvisao.pt

 

Data de introdução: 2006-03-05



















editorial

Voltar a casa

Sucede que a falta de motivação das IPSS para colocarem a sua rede de ERPI ao serviço do escoamento das situações de internamento hospitalar inapropriado, nas condições atualmente em vigor, se afigura amplamente justificada (...)

Não há inqueritos válidos.

opinião

PAULO PEDROSO, SOCIÓLOGO, EX-MINISTRO DO TRABALHO E SOLIDARIEDADE

O risco de retrocesso nos apoios à vida independente
O Orçamento de Estado para 2026 foi justamente elogiado por se abster dos clássicos “cavaleiros orçamentais”, designação pela qual são conhecidas as...

opinião

EUGÉNIO FONSECA

Que espero do novo Presidente da República?
Está próxima a eleição do novo Alto Magistrado da Nação. Temos mais duas semanas para que os candidatos, de forma serena, com objetividade e no âmbito dos...