Contra a extinção dos burros

(...) Não sei se hei-de levar para a brincadeira a sugestão dos ambientalistas de que em Portugal não são necessárias mais barragens para a produção de energia eléctrica porque basta poupar no consumo, público e privado, para termos energia que chegue. 

Tenho muito dificuldade em levar a sério esta sugestão dos ambientalistas quando nós sabemos que Portugal, apesar de ser, dizem, o país da UE com menor consumo de energia por habitante, importa mais de 70% da energia que consumimos. 

Mas já que estamos num tom de brincadeira e de boa disposição, permitam-me uma sugestão aos ambientalistas. Porque é que não substituem os seus automóveis por burros? É que, no seu quadro de valores, só haveria vantagens, se assim fizessem. 

Por um lado, deixavam de consumir gasolina, que é importada, é cara e é muito poluente. Por outro lado, impediam a extinção do burro e simultaneamente favoreciam o incremento da economia nacional, já que, desde logo, diminuíam as importações do petróleo, que é cada vez mais caro, e ao mesmo tempo ajudavam a agricultura - que até podia ser biológica -, já que seria necessário produzir, em grande quantidade, cereal e palha para os burros comerem. 
E, para rematar os benefícios, ainda aproveitavam o estrume para fertilizar biologicamente os campos e as hortas, que dariam produtos biológicos, muito mais saudáveis. 

Fico à espera para ver até onde vai a coerência dos ambientalistas e dos defensores do burro. 

Editorial da Voz do Nordeste, s/d
vnordeste@clix.pt

 

Data de introdução: 2004-10-17



















editorial

Voltar a casa

Sucede que a falta de motivação das IPSS para colocarem a sua rede de ERPI ao serviço do escoamento das situações de internamento hospitalar inapropriado, nas condições atualmente em vigor, se afigura amplamente justificada (...)

Não há inqueritos válidos.

opinião

PAULO PEDROSO, SOCIÓLOGO, EX-MINISTRO DO TRABALHO E SOLIDARIEDADE

O risco de retrocesso nos apoios à vida independente
O Orçamento de Estado para 2026 foi justamente elogiado por se abster dos clássicos “cavaleiros orçamentais”, designação pela qual são conhecidas as...

opinião

EUGÉNIO FONSECA

Que espero do novo Presidente da República?
Está próxima a eleição do novo Alto Magistrado da Nação. Temos mais duas semanas para que os candidatos, de forma serena, com objetividade e no âmbito dos...