IGREJA

D. Jorge Ortiga reeleito presidente da Conferência Episcopal

O arcebispo de Braga, D. Jorge Ortiga, foi reeleito presidente da Conferência Episcopal Portuguesa. Para vice-presidente foi eleito D. António Marto, bispo de Leiria/Fátima, sucedendo no cargo a D. António Montes, bispo de Bragança-Miranda. D. Jorge Ortiga, classificou a regulamentação da Concordata como uma das prioridades do novo mandato. "Temos de intensificar os nossos contactos com o Governo, particularmente na área da regulamentação da Concordata", afirmou D. Jorge Ortiga, nas primeiras declarações após a sua reeleição para o cargo, durante a Assembleia Plenária da CEP, que decorreu em Fátima, em finais de Março.
"Não temos pressa mas só queríamos que (os governantes) assumissem uma norma do direito internacional", explicou D. Jorge Ortiga, lamentando que o Governo ainda não tenha feito cumprir no concreto o acordo entre Portugal e o Vaticano sobre a relação com a Igreja Católica. Esse acordo obriga a "uma regulamentação nova em relação a vários sectores", considerou D. Jorge Ortiga. "Temos a promessa que neste primeiro semestre muita coisa será feita", acrescentou o prelado, que se mostra confiante em manter o rumo da CEP dos últimos anos. "Durante estes três anos em que estive à frente da CEP procurei cumprir da melhor maneira" os objectivos iniciais, recorda.

Ao segundo escrutínio, dos 29 bispos eleitores, 16 votaram em D. Jorge Ortiga, enquanto o cardeal patriarca de Lisboa, D. José Policarpo, foi o segundo mais votado. O Bispo do Porto, D. Manuel Clemente, abandonou e a disputa ficou reduzida a dois.
O presidente da CEP garante que vai "dar continuidade a um projecto que já tinha assumido", apostando no "trabalho na iniciação cristã" e procurando que "as dioceses trabalhem em sintonia". Já o vice-presidente, D. António Marto (Leiria-Fátima), foi eleito só à terceira volta, sucedendo assim a D. António Montes Moreira (Bragança-Miranda).
Os bispos portugueses aprovaram uma alteração dos estatutos da CEP, que dá a um padre o cargo de secretário e porta-voz. O sacerdote escolhido é Manuel Morujão, antigo Provincial da Companhia de Jesus e actualmente em funções da Arquidiocese de Braga.

Eleito novo Conselho Permanente

O Conselho Permanente da Conferência Episcopal Portuguesa (CEP) vai ter mais um vogal que o anterior, para garantir um número ímpar de bispos eleitos, visto que o porta-voz, até agora um prelado, será o padre jesuíta Manuel Morujão. Para vogais do Conselho Permanente (a quem cabe o papel de definir as posições da Igreja portuguesa no período entre as reuniões magnas dos bispos) foram eleitos os bispos D. Manuel Clemente (Porto), D. José Francisco Alves (Évora), D. Albino Cleto (Coimbra) e D. Gilberto Canavarro Reis (Setúbal).

Relativamente ao anterior Conselho Permanente, saem D. António Montes Moreira (que era vice-presidente) e D. Carlos Azevedo (ex-secretário e porta-voz). Contudo, como o padre Manuel Morujäo só estará disponível a partir de Setembro, até lá, D. Carlos Azevedo continuará a assumir, de modo interino, o cargo de porta-voz e secretário do Conselho Permanente.

A Conferência Episcopal Portuguesa (CEP) elegeu os presidentes de quatro Comissões Episcopais durante a Assembleia Plenária dos bispos, que decorreu em Fátima, no final de Março. De entre as novidades, destaca-se a nomeação do bispo da Guarda, D. Manuel Felício, para presidente da Comissão Episcopal da Doutrina da Fé e Ecumenismo, depois do seu antecessor do cargo, D. António Marto (bispo de Leiria-Fátima) ter sido eleito vice-presidente da Conferência Episcopal Portuguesa.

Na Comissão Episcopal de Liturgia, D. Anacleto Oliveira (auxiliar de Lisboa) sucede a D. António Taipa (auxiliar do Porto), enquanto que D. Carlos Azevedo (auxiliar de Lisboa) sucede a D. José Alves (arcebispo de Évora) à frente da Pastoral Social.
Outra novidade é a Comissão Episcopal das Missões, com a eleição de D. António Couto (auxiliar de Braga), sucedendo a D. Manuel Quintas (Algarve).
Já na Comissão Episcopal da Educação Cristã, permaneceu D. Tomaz Silva Nunes (auxiliar de Lisboa), enquanto que no Laicado e Família foi reeleito D. António Carrilho (Funchal).

D. António Francisco Santos, de Aveiro, manteve-se à frente das Vocações e Ministérios, enquanto que D. Manuel Clemente, bispo do Porto, continua como presidente da Comissão Episcopal da Cultura, Bens Culturais e Comunicações Sociais, o mesmo sucedendo a D. António Vitalino (Beja) na Mobilidade Humana.
As comissões episcopais são estruturas da Conferência Episcopal Portuguesa que coordenam a actividade da Igreja em vários domínios especializados, tendo equipas específicas para desenvolver trabalho pastoral inter-diocesano.

 

Data de introdução: 2008-04-09



















editorial

NO CINQUENTENÁRIO DO 25 DE ABRIL

(...) Saudar Abril é reconhecer que há caminho a percorrer e seguir em frente: Um primeiro contributo será o da valorização da política e de quanto o serviço público dignifica o exercício da política e o...

Não há inqueritos válidos.

opinião

EUGÉNIO FONSECA

Liberdade e Democracia
Dentro de breves dias celebraremos os 50 anos do 25 de Abril. Muitas serão as opiniões sobre a importância desta efeméride. Uns considerarão que nenhum benefício...

opinião

PAULO PEDROSO, SOCIÓLOGO, EX-MINISTRO DO TRABALHO E SOLIDARIEDADE

Novo governo: boas e más notícias para a economia social
O Governo que acaba de tomar posse tem a sua investidura garantida pela promessa do PS de não apresentar nem viabilizar qualquer moção de rejeição do seu programa.