SAÚDE

Misericórdias disponíveis para Cuidados Paliativos e defendem aposta no apoio domiciliário

A União das Misericórdias Portuguesas (UMP) afirmou em Lisboa a sua disponibilidade para assegurar a resposta aos Cuidados Paliativos e defendeu a necessidade de se apostar no apoio domiciliário sobretudo em doentes terminais. Numa intervenção nas I Jornadas de Cuidados Continuados das Misericórdias Portuguesas, o presidente da UMP, Manuel Lemos, defendeu que a proximidade dos momentos terminais da vida "é fundamental para assegurar a dignidade da pessoa".

"As Misericórdias, que quase não têm resposta à tipologia de Cuidados Paliativos, estão completamente disponíveis para assegurar este tipo de resposta. A proximidade dos momentos terminais da vida é fundamental para assegurar a dignidade da pessoa humana", salientou Miguel Lemos.

Por outro lado, o presidente da UMP frisou ter chegado a altura de se "apostar decisivamente" no apoio domiciliário, que considera "um factor de sucesso". "Sabemos que, no actual estado da Rede de Cuidados Continuados Integrados, o regresso ao domicílio traz consigo a anulação dos ganhos de saúde obtidos durante o internamento", sustentou Manuel Lemos.

"A Rede não é só rede de camas. As Misericórdias devem, em cooperação com o governo, avançar com as Unidades de Dia e Promoção da Autonomia, já previstas (na lei)", acrescentou, sublinhando os perigos de se poder transformar, "na prática, a Rede de Cuidados Continuados Integrados outra vez numa Rede de Cuidados de Saúde".

Para Manuel Lemos, torna-se também necessário "avançar com respostas específicas para os problemas de saúde específicos". "A saúde mental e outras doenças do foro neuro-degenerativo, como o caso particular do Alzheimer, e até unidades específicas para a recuperação de AVC (acidentes cárdio-vasculares), são um passo que, a seu tempo, deve ser dado", defendeu.

Manuel Lemos realçou ainda a questão da Sustentabilidade e Qualidade da Rede, para a qual as Misericórdias estão igualmente disponíveis para participarem na avaliação de resultados, no ajustamento progressivo aos recursos e processos e à consolidação de uma cultura de verdadeira cooperação entre os "stakeholders"".

25.10.2008

 

Data de introdução: 2008-10-26



















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