IV CONGRESSO NACIONAL DA CNIS

Resposta e esclarecimento do Presidente do Congresso

Por solicitação do Presidente da Assembleia Geral e do Congresso da CNIS, Mário Dias, o Solidariedade publica o seguinte texto de resposta e esclarecimento:

No rescaldo do IV Congresso da CNIS, realizado em Fátima, nos dias 30 e 31 de Janeiro, fui confrontado com algumas declarações publicadas no jornal Solidariedade, na edição de Fevereiro de 2009, proferidas, na forma de entrevista em discurso directo, pelo padre Carlos Gonçalves, líder da lista B, candidata aos órgãos directivos da Confederação, que não posso deixar sem resposta.
As referidas declarações são pouco abonatórias quanto ao meu desempenho das funções de Presidente do Congresso: sou acusado de falta de isenção, incapacidade organizativa e até de conivência em ilegalidades na fiscalização e admissão de votantes. Julgo que valerá a pena referir textualmente as partes da entrevista em que sou visado:
(…) Agora, o que vale a pena é mostrar que não pode ser uma lista candidata a organizar as eleições, mesmo que seja a lista institucional no poder, não dá direito de igualdade e democracia. (…)
(…) Agora, o que acho ser importante é haver isenção. Como viram no decorrer dos trabalhos, não houve isenção. Isto significa que têm de ser melhorados os trabalhos organizativos. Um Presidente do Congresso não pode ter a atitude que o Dr. Mário Dias teve. Ele pode ser um homem muito inteligente na sua área mas, do ponto de vista organizativo, foi uma nulidade. Tive que fazer algum esforço para o continuar a cumprimentar porque eu acho que do ponto de vista organizativo, falhou redondamente. E a culpa é dele, enquanto Presidente do Congresso pois devia ter a capacidade de organização.(…)
(…) Há algumas ilegalidades como, por exemplo, um caderno de Instituições entregue ontem à noite à Lista B com 524 votantes. Ouvi o resultado final: 586 votantes. Como é possível? Façam vocês as contas… Mas isto é um problema do Presidente do Congresso, mais ninguém.(…)

Dando, desde já, o devido desconto às afirmações proferidas num contexto de Congresso eleitoral, com duas listas, com excessos verbais resultantes da entrega à pugna democrática, sobrevive, ainda assim, o incómodo de ser criticado em aspectos organizativos por mero desconhecimento de quem as assume, neste caso, o padre Carlos Gonçalves. De facto, quando diz, por exemplo, que “não pode ser uma lista candidata a organizar as eleições, mesmo que seja a lista institucional no poder”, querendo criticar a ausência da lista alternativa na organização, eu recordo que a lista B foi entregue no último dia, a 16 de Janeiro de 2009. Será que a CNIS teria que esperar até esse dia para começar a organizar o Congresso? Só para informação geral, esta Reunião Magna começou a ser preparada com seis meses de antecedência.
A questão da isenção e a falta de capacidade de organização são apreciações subjectivas que coloco no tal saco do desconto do contexto eleitoral. De resto, faço o mesmo quanto ao elogio à minha presumível inteligência, bem como ao incómodo e sacrifício que terá sofrido o padre Carlos Gonçalves para me cumprimentar.
Por último, a questão das ilegalidades. Sou acusado de, pelo menos, não saber matemática. Alega suspeitosamente o líder da lista B que o número de IPSS inscritas no caderno entregue, no dia anterior ao da votação, ser diferente do número de instituições votantes. A explicação é muito simples: o acréscimo reflecte a quantidade de procurações entretanto recebidas para os delegados que estavam inscritos no início do Congresso, em cumprimento com os estatutos da CNIS e o regulamento eleitoral.
Mais do que polemizar estas questões a minha intenção é esclarecer, como é dever de um Presidente do Congresso. Por isso, considero encerrado o assunto.
Verdadeiramente importante foi o facto de ser garantida a possibilidade de todas as Instituições participarem e exercerem os direitos que lhes estão consignados estatutariamente. Estou de consciência tranquila.


Mário Dias, Presidente da Assembleia Geral e do Congresso da CNIS

 

Data de introdução: 2009-03-13



















editorial

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Não há inqueritos válidos.

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