FÁTIMA, 30 E 31 DE JANEIRO DE 2009

CONCLUSÕES DO IV CONGRESSO DA CNIS

O IV Congresso Nacional da CNIS foi um espaço de reflexão e debate sobre temas estruturantes para o Sector Solidário na busca de NOVOS CAMINHOS DA SOLIDARIEDADE.
Reforçar as Instituições com princípios, valores e orientações estratégicas é essencial para o exercício da sua função de prevenção e combate às causas e consequências da exclusão social, que se agrava com a actual situação de crise.

• O Sector Solidário tem identidade própria e diferenciadora.
• Esta Identidade assenta em valores e princípios orientadores, nomeadamente:
1. SOLIDARIEDADE
2. SUBSIDIARIEDADE
3. UNIVERSALIDADE E RADICALIDADE
4. AUTONOMIA
5. FOCALIZAÇÃO NA DIMENSÃO HUMANA E SOCIAL.

O princípio da subsidiariedade fundamenta e confere legitimidade às Instituições do Sector Solidário face ao Estado Central, Regional e Municipal.

É fonte de direito para a livre existência e desenvolvimento de projectos e respostas por parte das Instituições do Sector Solidário.

• A Subsidiariedade activa exige às Instituições a procura de respostas abrangentes e globais, muito para além das respostas tradicionais, mas também exige uma mudança de atitude e de acção nos poderes e administrações locais, regionais e nacionais, numa lógica da aprendizagem contínua.
• A Subsidiariedade activa exige e justifica o funcionamento em rede assente em parcerias.

• A gestão no Sector Solidário deve ser democrática e participada e focalizada nas necessidades / interesses, sentimentos e valores do Utente.
• Na gestão do Sector Solidário os recursos humanos são reconhecidos como um elemento determinante.
• Os excedentes financeiros gerados no sector solidário são obrigatoriamente na Missão que o Sector Solidário prossegue.

• A qualidade é uma exigência da acção solidária.
• Os sistemas de gestão de qualidade não são um fim em si mesmos. São sempre o início de uma caminhada de exigência e co-responsabilização.
• A qualidade consiste na luta permanente pela excelência, que significa o melhor para os utentes das Instituições.

O Documento A Educação no Sector Solidário – Declaração de Princípios será apresentado para votação na Assembleia Geral de Março.
A CNIS deve continuar a afirmar-se como principal representante do Sector da Economia Social Solidária na sociedade e perante os poderes instituídos.
Face à situação de crise global existente e aos seus reflexos na vida das pessoas, já sentidos e com tendência para se agravarem, o Congresso NOVOS CAMINHOS DE SOLIDARIEDADE decidiu:
• Que seja dada uma atenção especial às situações de desemprego e de exclusão social;
• Que seja feito um levantamento tão rápido quanto possível pelas IPSS e pelas UDIPSS, das necessidades existentes nas suas áreas de intervenção relativamente às situações de graves carências;
• Que a CNIS exija a criação de um FUNDO DE SOLIDARIEDADE para permitir ao Sector Solidário responder às situações entretanto sinalizadas.

 

Data de introdução: 2009-03-16



















editorial

Autonomia das IPSS

Um provedor para zelar pela autonomia de todas as IPSS só seria admissível se fosse escolhido pelo conjunto de todas as IPSS, de todas as suas origens, de todas as afinidades e de todas as Entidades Representativas. 

Não há inqueritos válidos.

opinião

EUGÉNIO FONSECA

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opinião

PAULO PEDROSO, SOCIÓLOGO, EX-MINISTRO DO TRABALHO E SOLIDARIEDADE

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