FÁTIMA

PROJECTO FAS JUNTOU 555 DIRIGENTES

No dia 4 de Maio, em Fátima, perante uma assistência de 555 dirigentes e trabalhadores das IPSS associadas, que espelhou bem a importância do tema em questão, realizou-se uma reunião da Comissão Nacional de Acompanhamento do Projecto FAS - Formação Acção Solidária, que terá a duração de 2 anos, e irá abranger a nível nacional 62 IPSS. Após a abertura da sessão pelo Presidente da CNIS, Pe. Lino Maia, foi apresentado o primeiro tema - “Planeamento Estratégico e Sustentabilidade nas IPSS” – pelo Dr. António Batista, sublinhando que só com uma estratégia bem definida é que as IPSS podem enfrentar a nova realidade, de forma ganhadora, reforçando os seus valores, acima das regras do mercado, que nesta área começa a desenhar-se. Essa estratégia passa pela abertura à inovação e aos novos problemas sociais, e pela flexibilidade. Exige-se uma real integração no tecido social em que se inserem, com capacidade para ouvir a comunidade e representá-la. As IPSS terão de se diferenciarem, não são Estado, mas também não são empresas.
O segundo tema foi abordado pela Dra. Cláudia Silva, que referiu e o enquadrou no
Programa de Cooperação para o Desenvolvimento da Qualidade e da Segurança das
Respostas Sociais, nas suas duas vertentes:
• Promoção da Segurança e Qualidade do Edificado
• Promoção da Qualidade das Respostas Sociais, que, especificamente, pretende definir requisitos para a avaliação da qualidade, apoiar no desenho dos processos-chave e apoiar no desenvolvimento de ferramentas para a avaliação do grau de satisfação dos utentes/clientes, colaboradores e parceiros, cujos produtos finais são os Manuais de Gestão da Qualidade das Respostas Sociais.
Estes Manuais são constituídos por:
• Modelo de Avaliação da Qualidade - tem como referência a Norma NP EN ISSO 9001:2000 e o Modelo de Excelência da European Foundation for Quality Management (EFQM) e como filosofia norteadora a melhoria contínua da qualidade dos serviços prestados e três níveis de exigência/qualificação (C, B e A), que permitem a sua implementação gradual ao longo do tempo.
• Manual de Processos-chave da Resposta Social
• Está prevista uma Marca de Qualificação que evidencie o nível de qualificação (C, B, A) por Resposta Social.
Este Sistema produz um conjunto de vantagens, de que se destaca:
• Envolvimento e motivação de toda a equipa;
• Clarificar responsabilidades;
• Permitir, de forma contínua, a eficiência interna;
• Melhoria da imagem da Instituição;
• Assegurar maior participação dos utentes/clientes e famílias;
• Aumentar a competitividade.

Em suma: “resultados excelentes, no que se refere ao Desempenho; Utentes/Clientes,
Pessoas e Sociedade são alcançados através da Liderança, na condução do Planeamento e Estratégia das Pessoas, Recursos e Parcerias e dos Processos”.

No período da tarde, aquando da apresentação do projecto, esteve presente o Ministro do Trabalho e da Solidariedade Social, o Secretário de Estado do Emprego e Formação Profissional e ainda o Secretário de Estado da Segurança Social, entre outros ilustres convidados.
O Dr. Vieira da Silva sublinhou o “crescente papel” que o sector social tem adquirido na sociedade portuguesa e criticou quem vê neste sector “como uma coisa do passado”, “como se fizesse o que os outros não queriam”. Destacou ainda, que o Projecto FAS é uma grande oportunidade “não apenas de formação de técnicos e funcionários das instituições”, mas na “capacitação das instituições em desempenharem o seu trabalho com mais eficácia, eficiência e sustentabilidade”. As palavras do Presidente da CNIS, Pe. Lino Maia, ressaltaram uma “maior articulação entre todas as famílias do sector social”, sejam elas cooperativas, fundações ou misericórdias.
A Equipa de Acompanhamento do Projecto FAS, nas pessoas do Sr. Prof. Dr. Américo Mendes e Dra. Palmira Macedo apresentaram o Projecto. Seguiu-se o testemunho valioso de duas IPSS alvo das acções do projecto, no distrito de Braga.
A sessão prolongou-se para além das expectativas e só terminou perto das 18h00.

 

Data de introdução: 2009-05-10



















editorial

Autonomia das IPSS

Um provedor para zelar pela autonomia de todas as IPSS só seria admissível se fosse escolhido pelo conjunto de todas as IPSS, de todas as suas origens, de todas as afinidades e de todas as Entidades Representativas. 

Não há inqueritos válidos.

opinião

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