OPINIÃO

Retorno social dos financiamentos públicos

Ainda no rescaldo do debate e da aprovação do orçamento de Estado, não falta quem se interrogue sobre os cortes orçamentais de cada Ministério para cumprir as suas metas de contenção da despesa!
A insistência em referir a necessidade de contenção nas chamadas “despesas sociais” poderá ser considerada como uma espécie de “chicotada psicológica” para abrir espaço a uma redução de verbas para garantir a subsistência dos vários Sistemas e Sub-Sistemas da Segurança Social!

A forma como têm sido tratados os muitos milhares de desempregados sem direito a subsídio de desemprego prova que a Justiça Social e a Solidariedade não ocupam o lugar de destaque que merecem num Estado de Direito por parte de um Governo que, apesar de várias medidas políticas bem pensadas e financeiramente bem ancoradas, nem sempre tem dado suficientes sinais de CONFIANÇA a quem, através de Acordos de Parceria ou Cooperação, embarca de boa fé na contratação de técnicos e na mobilização de voluntários para manter abertos, diariamente, milhares de equipamentos sociais e garantir uma grande diversidade respostas e serviços de apoio a pessoas, famílias e comunidades em situação de carência!

Todos conhecemos a alergia e a crescente onda de contestação de determinados sectores da sociedade, uns de índole ideológica e outros de natureza sindical e corporativa de interesses, contestando o financiamento de despesas sociais a Instituições não-estatais, e, designadamente, também às Instituições Particulares de Solidariedade Social .

“Só cá para nós, que ninguém nos ouve”: não nos deveriam merecer mais atenção reparos e contestações de muita gente que questiona a forma como, através de algumas Instituições e dos seus técnicos, são prestadas formas de intervenção que não asseguram o esperado RETORNO SOCIAL?

É que, sem uma percepção da opinião pública sobre a qualidade técnica e a capacidade de MUDANÇA SOCIAL que é suposto serem asseguradas pelos financiamentos do Estado a quem, através de Acordos ou Protocolos de Cooperação, assume compromissos concretos que algumas vezes não é capaz de cumprir…poderão ser dados trunfos àqueles que, apesar de não saberem fazer melhor, não deixarão de questionar a legitimidade de certos financiamentos!

Pe. José Maia

 

Data de introdução: 2010-02-06



















editorial

As amas em Creche Familiar

Publica-se neste número do “Solidariedade” o texto do acordo com a FSUGT, na parte que contempla também os novos valores de remunerações acordado para vigorar a partir de 1 de janeiro de 2024.

Não há inqueritos válidos.

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