MEDICAMENTOS

Genéricos atingem 21% dos remédios vendidos

Os medicamentos genéricos representavam em Janeiro deste ano 21 por cento dos fármacos vendidos e 20 por cento do valor do mercado, segundo dados divulgados pelo Ministério da Saúde. O secretário de Estado da Saúde, Óscar Gaspar, sublinhou que pela primeira
vez se verifica que a quota dos genéricos em quantidade (embalagens) é superior
à percentagem em valor. Para a tutela, esta inversão da tendência significa que o preço dos genéricos "baixou significativamente". "Os médicos estão a ser sensíveis, e as condições económicas das pessoas estão a ser tidas em conta, estando a prescrever mais genéricos", comentou.

Dados de Janeiro de 2010 mostram que os genéricos representavam 17,35 por cento da quota em número de embalagens e 19,38 por cento em valor de vendas. Óscar Gaspar acredita que a tendência agora verificada em Portugal "é um movimento que não acabará por aqui", considerando que há margem para a quota dos genéricos aumentar.

Sobre a evolução da despesa com medicamentos, o Ministério da Saúde revelou que em Janeiro de 2011 houve uma redução de 21 por cento em relação ao mesmo período do ano anterior.

O encargo do Serviço Nacional de Saúde (SNS) com medicamentos em ambulatório foi no mês passado de 108 milhões de euros, significando uma redução de 20 milhões de euros em relação a Janeiro de 2010.

Já este mês, também em conferência de imprensa, a ministra da Saúde tinha anunciado que a despesa do SNS desceu 6,6% em Janeiro face ao mês homólogo de 2010, redução para a qual contribuiu o decréscimo da despesa com medicamentos.

Apesar da redução da despesa com medicamentos, Óscar Gaspar disse que os elementos disponíveis "não levam a crer" que os utentes estejam a ter menos acesso aos remédios que precisam. "O mercado em Janeiro de 2011 cresceu em termos de volume. Foram comprados mais medicamentos, mas mais baratos", sintetizou.

Óscar Gaspar reconhece que a descida de 21% na factura com medicamentos não será possível extrapolar para todo o ano de 2011: "Não será possível mantermos este ritmo. Mas os dados de Janeiro deixam-nos confiantes para atingir uma meta de 11,8% de redução no final do ano".

 

Data de introdução: 2011-02-24



















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