EDUCAÇÃO

ERASMUS trouxe a Portugal mais de 3 mil alunos

Portugal acolheu 3.544 estudantes estrangeiros com bolsa Erasmus no ano lectivo 2003/2004, na sua maioria espanhóis, italianos, franceses, alemães e polacos, e viu partir mais professores universitários para outros países.

Os dados foram divulgados pela Comissão Europeia, em Bruxelas, que revelou um aumento de cerca de 9,4 cento, tanto da mobilidade de estudantes como de docentes em relação ao ano lectivo anterior, na ordem de mais de 135,5 mil alunos e mais de 18 mil professores nos 30 países europeus estudados.

A nível dos 25 países da União, países candidatos (Roménia e Bulgária) e Islândia, Liechtenstein e Noruega, a Espanha é o destino preferido, tendo acolhido 22 mil estudantes, seguido da França (19 mil) e Alemanha (16 mil), sendo também estes os Estados que mais alunos enviam para o exterior.

A Espanha é também a opção favorita dos alunos portugueses que receberam uma bolsa Erasmus, num total de 3.782, dos quais 920 viajaram até ao país vizinho, preferindo depois a Itália, que acolheu 713 portugueses.

Já os 610 docentes portugueses que viajaram escolheram maioritariamente Espanha, que recebeu 110 professores no passado ano lectivo. Em seguida aparece a França (81) e só em terceiro lugar a Itália.

Portugal (que recebeu 804 professores estrangeiros), Letónia, Bulgária e Lituânia foram, aliás, os países que registaram o maior aumento da mobilidade de docentes no ano estudado.

A maioria dos 30 países participantes no programa registou um aumento do número de estudantes que saem das universidades de origem, sendo a economia e as línguas/filologia as áreas de estudo mais populares.

O objectivo da Comissão Europeia é continuar a encorajar a mobilidade de alunos e docentes, de forma a alcançar o objectivo de três milhões de estudantes até 2011, numa média de 300 mil por ano, duplicando os actuais números.

A bolsa Erasmus, concedida por Bruxelas, permite aos alunos (até ao nível do doutoramento, à excepção dos inscritos no primeiro ano do ensino superior) estudar, durante três a doze meses, numa universidade de outro país participante no programa, no quadro de acordos de mobilidade feitos entre os estabelecimentos de ensino superior.

O programa apoia ainda os professores universitários que ministram cursos de curta duração em universidades parceiras, sendo a educação, matemática e informática as matérias preferidas.

 

Data de introdução: 2005-02-28



















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