COOPERAÇÃO

Setor Social Solidário reforça parceria

CNIS, União das Misericórdias Portuguesas e União das Mutualidades Portuguesas firmaram um «Pacto de Confiança – Declaração do Porto», um documento em que as três organizações do Setor Social Solidário consagram e reforçam o seu empenho na construção de um Portugal melhor para todos.

O ato decorreu no final do segundo dia de trabalhos do I Encontro Nacional de Instituições de Solidariedade, cujo tema foi «Na defesa do Estado Social – Um Por Todos, Todos Por Um», que se realizou no Centro de Congressos da Alfândega do Porto.

Já antes, o padre Lino Maia sublinhara a importância de se “caminhar para uma plataforma única de cooperação”, lembrando ser necessário “uma voz, um interlocutor, um caminho, um futuro”.

O presidente da CNIS, que falava num painel que contou ainda com Paulo Moreira (União das Misericórdias) e Jani Silva (União das Mutualidades), começou por referir alguns números que demonstram a importância das instituições de solidariedade no panorama do Porto e do País, lembrando algumas das características que distinguem as IPSS do resto das organizações privadas. Depois de lembrar que “um Estado forte não é um Estado que tem que fazer tudo”, o padre Lino Maia sustentou que “o Estado tem que assumir a universalidade dos direitos”, pelo que “é importante situar a cooperação.

“Ainda há caminho a percorrer, porque cooperação é mais do que subsidiação. Cooperação é definição de competências”, afirmou, alertando: “Cooperação vai para além do Estado central e temos andando alheados, pois é fundamental cooperar com as autarquias”.

Olhando ao futuro, o líder da CNIS defendeu que “é fundamental abandonar a subsidiação e abraçar o espírito da cooperação” terminando com um apelo em jeito de aviso: “E que abandonemos o espírito de quintinha”.

O I Encontro Nacional de Instituições de Solidariedade foi encerrado pelo ministro da Solidariedade, Emprego e Segurança Social, Pedro Mota Soares, que uma vez mais reiterou o empenhamento do Estado em cooperar com as organizações do Setor Social Solidário, recordando muitas das medidas adotadas pelo Governo nesse sentido. Mota Soares aproveitou a ocasião para recordar que o Governo vai contratualizar Acordos de Cooperação com as instituições que construíram equipamentos no âmbito do POPH.

Da parte da manhã, o encontro da Alfândega do Porto teve a sua vertente mais político-partidária, com a presença de diversos representantes de quase todos os partidos com assento parlamentar. Paulo Portas (CDS/PP), José Matos Correia (PSD), Manuel Pizarro (PS) e Pedro Filipe Soares (BE) protagonizaram uma sessão muito interessante. Augusto Mateus, Joaquim Borges Gouveia, Luís Miguel Ribeiro e o presidente do Tribunal de Contas, Guilherme d’Oliveira Martins, foram outros intervenientes do evento. Na abertura, o encontro contou com a presença de Agostinho Branquinho, secretário de Estado da Solidariedade e da Segurança Social.

 

Data de introdução: 2015-03-09



















editorial

Autonomia das IPSS

Um provedor para zelar pela autonomia de todas as IPSS só seria admissível se fosse escolhido pelo conjunto de todas as IPSS, de todas as suas origens, de todas as afinidades e de todas as Entidades Representativas. 

Não há inqueritos válidos.

opinião

EUGÉNIO FONSECA

Estado e Sociedade - complementaridade e cooperação
As relações entre o Estado e as diferentes Organizações da sociedade civil têm sido alvo de muitos debates, mas permanecem em muitas mentes algumas...

opinião

PAULO PEDROSO, SOCIÓLOGO, EX-MINISTRO DO TRABALHO E SOLIDARIEDADE

Creche gratuita: o compromisso cumpre-se com vagas
A gratuitidade das creches é um compromisso político forte com as famílias e, para muitas delas, uma esperança concreta. Mas só é real quando se traduz numa vaga...