RUÍDO

Melhorar a paisagem sonora urbana

Investigadores do Instituto Superior Técnico (IST) estão a desenvolver um projecto para tornar mais agradável a paisagem sonora dos ambientes urbanos, procurando formas de introduzir sons aprazíveis que "mascarem" outros mais desagradáveis. "Há uma nova tendência na forma como se encaram as sonoridades urbanas, tentando perceber o que se ouve na cidade como parte de uma paisagem sonora", disse o líder do projecto, Bento Coelho, acrescentando que "o ruído não tem só aspectos negativos".

O projecto de qualidade sonora urbana, que inclui o desenvolvimento de mapas de ruído pouco convencionais, vai ser apresentado no 12º Congresso Internacional sobre Ruído e Vibração, que decorre entre os próximos dias 11 e 14 de Julho no IST.

Ao contrário da maior parte dos mapas de ruído disponíveis, que oferecem apenas uma descrição espacial dos níveis de ruído assente em informações quantitativos, o projecto dos investigadores do IST não se baseia apenas em dados computacionais. "Quisemos integrar a percepção das pessoas nos processos de medição para escolher os sons mais e menos agradáveis, relacionando o ruído que se ouve com a qualidade que poderia ter", explicou o mesmo responsável.

Segundo Bento Coelho, o ruído não passa de um conjunto de vários sons ao qual se atribui uma valoração negativa. "Ao medirmos o ruído conseguimos identificar vários sons, como os automóveis ou os passarinhos. Depois tentamos desacoplar os sons para tentar “mascarar” os mais desagradáveis", explicou o investigador.

Embora poucos países estejam a desenvolver este tipo de projectos, em França já foram feitas experiências de "mascaramento" com sons de água. "Estamos a estudar os sons para podermos perceber onde vale a pena intervir, trabalhando a sonoridade não só do ponto de vista técnico, mas também artístico", afirmou Bento Coelho. Aliás, salientou, um dos especialistas convidados para o congresso do IST é precisamente um músico.

 

Data de introdução: 2005-07-13



















editorial

Voltar a casa

Sucede que a falta de motivação das IPSS para colocarem a sua rede de ERPI ao serviço do escoamento das situações de internamento hospitalar inapropriado, nas condições atualmente em vigor, se afigura amplamente justificada (...)

Não há inqueritos válidos.

opinião

PAULO PEDROSO, SOCIÓLOGO, EX-MINISTRO DO TRABALHO E SOLIDARIEDADE

O risco de retrocesso nos apoios à vida independente
O Orçamento de Estado para 2026 foi justamente elogiado por se abster dos clássicos “cavaleiros orçamentais”, designação pela qual são conhecidas as...

opinião

EUGÉNIO FONSECA

Que espero do novo Presidente da República?
Está próxima a eleição do novo Alto Magistrado da Nação. Temos mais duas semanas para que os candidatos, de forma serena, com objetividade e no âmbito dos...