Mais vale prevenir...

uipss.de.lisboa@mail.telepac.pt

Não sofre qualquer contestação e é hoje de uma actualidade extraordinária esta frase da sabedoria popular, particularmente em alguns domínios da nossa vida. 

Afirmamos que o combate à toxicodependência começa na PREVENÇÃO primária, que a prática do exercício físico PREVINE algumas doenças, que é PREVENINDO os comportamentos de risco que reduzimos a criminalidade, que a implementação de algumas medidas concretas PREVINEM o aumento da sinistralidade nas nossas estradas. 

Enfim, dizemos ainda que Homem PREVENIDO vale por dois. Portanto, em tudo e para tudo importa PREVENIR. 

Fazer PREVENÇÃO é dar ao HOMEM a centralidade de um conjunto de atitudes :
Educar, Sensibilizar, Informar e Formar. 

Cada um de nós desempenha um papel marcante e insubstituível nesta aventura colectiva da humanidade. 

Porque o ambiente que nos rodeia é feito de adversidades, de perigos e de agressividade e importa viver a vida em segurança, todos nos devemos sentir empenhados nestas tarefas.
As IPSS, pelo papel nuclear e transversal que desempenham em todas as áreas sociais devem sentir-se corresponsabilizadas nesta missão comum de segurança e de prevenção. 

A CNIS assinou com o então Ministério da Segurança Social e do Trabalho o Programa de Cooperação para o Desenvolvimento da Qualidade e da Segurança das Respostas Sociais, pelo qual devemos trabalhar no sentido de introduzir factores de qualidade e de segurança nas nossas respostas sociais. 

Importa também que o relacionamento privilegiado que temos com a FAMÍLIA, com a ESCOLA, com a COMUNIDADE e com as AUTARQUIAS nos permita desenvolver uma pedagogia de prevenção e de segurança. 

É no seio da Família que acontecem inúmeros acidentes domésticos e de lazer, atingindo sobretudo alguns dos nossos utentes mais débeis: os idosos e as crianças. Devemos ajudar a Família a eliminar as maiores fontes de perigo potenciadoras de traumatismos vários. 

Também o meio ambiente que nos rodeia é por vezes muito agressivo e de grande perigo pela ausência de estruturas de segurança. Estradas, caminhos, meios de transportes, riscos naturais, um sem números de factores geradores de perigos e de acidentes. 

Devemos motivar/pressionar as Autarquias para que assumam também o seu papel de entidades promotoras e dinamizadoras de segurança, na gestão dos equipamentos públicos e nas infra-estruturas logísticas e ambientais. 

Seguramente que a Escola é o cenário privilegiado para o tratamento pedagógico da segurança e da prevenção, possibilitando à criança e ao jovem, numa óptica interdisciplinar, a interiorização progressiva de comportamentos e valores sócio-educativos. 

As IPSS devem, em complementaridade com a Escola, dar à Educação para a Segurança e para a Prevenção lugar de destaque, particularmente neste momento em que se inicia mais um ano lectivo, implementando normas de conduta, de respeito de todos e por todos, para que possamos vivenciar um relacionamento social seguro. 

Importa pois que a PREVENÇÃO constitua permanentemente o objecto da nossa preocupação social, para que prepararemos desde já o amanhã, mais humanista, mais seguro, mais saudável, para que nunca seja necessário REMEDIAR.

Solidariedade, Outubro 2004

* Presidente da UDIPSS de Lisboa

 

Data de introdução: 2004-10-16



















editorial

Voltar a casa

Sucede que a falta de motivação das IPSS para colocarem a sua rede de ERPI ao serviço do escoamento das situações de internamento hospitalar inapropriado, nas condições atualmente em vigor, se afigura amplamente justificada (...)

Não há inqueritos válidos.

opinião

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