UNICEF

1,2 milhões de crianças traficadas no mundo

Mais de 1,2 milhões de crianças são anualmente vítimas de tráfico humano, muitas delas vendidas como escravas, revelou há dias a UNICEF. Quando uma criança - dos 2,2 mil milhões que existem no mundo - desaparece, as possibilidades são inúmeras: fuga, rapto, crime, pedofilia, prostituição. Dúvidas que preocupam milhares de famílias em todo o mundo. É em solidariedade com elas e para recordar todos aqueles cujo destino continua desconhecido que se assinala amanhã o Dia Internacional da Criança Desaparecida.

A verdade é que ninguém sabe quantas crianças estão desaparecidas no mundo. Apesar de não haver estatísticas globais, vários países divulgam anualmente o número de desaparecimentos comunicados às autoridades. Mas dados sobre África ou a Ásia são praticamente inexistentes. No seu relatório sobre tráfico de crianças, a UNICEF afirma que a maioria dos casos tem lugar nestes continentes. O caso do Togo, onde uma em cada oito crianças é vendida para fora do país, é paradigmático.

Nos EUA, a maior parte dos 450 mil desaparecimentos de menores comunicados anualmente são, na realidade, fugas. A ausência de estatísticas oficiais - uma vez que os desaparecimentos de crianças não são da competência do FBI - torna difícil falar em números. Mas as autoridades americanas avançam, que só uma pequena parte das crianças terão sido raptadas por estrangeiros.

Admitindo que "o problema é complexo e multifacetado", a Comissão Europeia explica no seu site que os dados sobre desaparecimentos de crianças nos 27 Estados da União Europeia estão organizados a nível nacional e que o seu acesso é difícil.

Amanhã, o Dia Internacional da Criança Desaparecida será comemorado em todo o mundo. A data foi assinalada pela primeira vez em 1979, após o rapto de Etan Patz. O menino tinha seis anos e nunca foi encontrado. Só em 1983, o Dia foi reconhecido nos EUA. Na Europa, a data foi introduzida em 2002 pela Child Focus, ONG criada na sequência do caso Marc Dutroux (belga que raptou, violou e matou quatro meninas).

24.05.2007 Fonte: Diário de Notícias

 

Data de introdução: 2007-05-24



















editorial

Autonomia das IPSS

Um provedor para zelar pela autonomia de todas as IPSS só seria admissível se fosse escolhido pelo conjunto de todas as IPSS, de todas as suas origens, de todas as afinidades e de todas as Entidades Representativas. 

Não há inqueritos válidos.

opinião

EUGÉNIO FONSECA

Estado e Sociedade - complementaridade e cooperação
As relações entre o Estado e as diferentes Organizações da sociedade civil têm sido alvo de muitos debates, mas permanecem em muitas mentes algumas...

opinião

PAULO PEDROSO, SOCIÓLOGO, EX-MINISTRO DO TRABALHO E SOLIDARIEDADE

Creche gratuita: o compromisso cumpre-se com vagas
A gratuitidade das creches é um compromisso político forte com as famílias e, para muitas delas, uma esperança concreta. Mas só é real quando se traduz numa vaga...