Auditar o SIMPLEX?

Em boa hora o actual Governo se empenhou num conjunto de iniciativas tendentes a simplificar a vida aos cidadãos na sua relação com as rotinas das nossas Administrações e Serviços Públicos.
Com efeito, o SIMPLEX, as EMPRESAS NA HORA e o CHOQUE TECONOLÓGICO representam a bandeira da modernidade deste governo.
Quem tem de percorrer esta autêntica via-sacra de acesso às nossas Administrações, sejam eles directamente dependentes do Governo como das Autarquias e outros Serviços Públicos, reconhece que, nalguns casos, há uma efectiva melhoria no atendimento dos cidadãos, através da simplificação e brevidade das respostas.

Desde já, embora tenha sido uma iniciativa do Governo do Eng. Guterres, as Lojas do Cidadão são o exemplo mais bem sucedido do que pode ser feito na relação entre os cidadãos e as Administrações do Estado.
Porém...fica-nos a sensação de que, embora as orientações governamentais insistam no SIMPLEX, em muitas (demasiadas Repartições e Serviços Públicos) ainda predomina um atendimento de cara feia, de incompetência na abordagem das questões apresentadas, de “ordens são ordens e têm de ser cumpridas”, invocando muitas vezes circulares internas das chefias.

A título de exemplo: inventaram uma coisa chamada “licença de utilização de equipamentos” em relação a equipamentos mais antigos, que constitui um autêntico calvário e de procedimentos e custos exorbitantes para corresponder a uma miríade de condições, chamadas técnicas, que uns burocratas de gabinete entenderam dever impor a cidadãos, empresas e outras instituições/organizações que durante dezenas e dezenas de anos aí trabalharam, deram emprego e pagaram impostos a um Estado que, como prémio, têm de ir à Internet buscar impressos e mais impressos, contratar arquitectos, engenheiros, desenhadores para ir resgatar a arquivos muito antigos projectos e outros requisitos que quase ninguém tem e é obrigado a apresentar, com prazos e ameaças de encerramento, no caso de incumprimento! Nalgumas situações, há procedimentos que reclamariam até obrigar alguns mortos a ressuscitar por uns dias, para prestar declarações e responsabilizar-se por actos que só eles conheciam!

Que haja qualidade na prestação dos serviços e segurança, a todos os níveis, nos equipamentos que atendem pessoas, tudo bem. Que um conjunto de requisitos se exija nas construções construídas de novo, até se compreende. (Já agora: não seria mau que as inspecções a fazer incluíssem também nas suas actuações os Serviços e Equipamentos dependentes do Estado e das Autarquias).
Porém...eleger instalações antigas para exigir um conjunto de requisitos que nem ao diabo lembra ( e nada têm a ver com qualidade e segurança) chama-se prepotência e configura um abuso de poder não encaixa numa Estado Democrático e é um atentado ao tão anunciado SIMPLEX!

 

Data de introdução: 2007-09-08



















editorial

Autonomia das IPSS

Um provedor para zelar pela autonomia de todas as IPSS só seria admissível se fosse escolhido pelo conjunto de todas as IPSS, de todas as suas origens, de todas as afinidades e de todas as Entidades Representativas. 

Não há inqueritos válidos.

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