POBREZA

Presidente do Instituto da Segurança Social diz que em Portugal a pobreza diminuiu

O presidente do Instituto da Segurança Social, Edmundo Martinho, destacou em Leiria, o "grande percurso de Portugal na diminuição da sua taxa de risco de pobreza", que em 2007 se situava em 18 por cento. "Há sete anos atrás estávamos com 23 por cento", afirmou Edmundo Martinho, sublinhando que "este movimento de redução é único em termos europeus", ressalvando contudo que "continua a ser um número que não nos pode de maneira nenhuma deixar satisfeitos".

O presidente do Instituto da Segurança Social defendeu a necessidade de "conseguir melhores resultados", mas lembrou que na taxa de pobreza do país de 2007 não estão reflectidos, por exemplo, "os impactos da medida mais importante que foi lançada nos últimos anos de combate à pobreza", o complemento solidário para idosos (CSI).

"Temos mais de 220 mil pessoas a beneficiar do CSI. São pessoas que todas elas deixaram de estar abaixo do limiar da pobreza e isso ainda não está reflectido nesses números", anotou Edmundo Martinho, afiançando que a situação do país "é hoje seguramente melhor que os 18 por cento [da taxa de pobreza] deixam antever".

O responsável admitiu no entanto que a crise, cujos impactos ainda estão a ser avaliados, possa ter influência nesta taxa e apontou "as medidas que estão a ser tomadas para combater os efeitos da crise", de que realçou as medidas de apoio aos desempregados.

Edmundo Martinho reconheceu que a crise continuará a ter impacto na situação das famílias portuguesas, defendendo a necessidade de "vigiar e monitorizar de forma muito atenta a situação que vamos vivendo" e de também de mais medidas.

Nesse sentido, sublinhou ser importante dispor de "um sistema de Segurança Social que seja capaz de responder de forma plena, de forma rápida e tão intensa quanto possível" às situações que a crise provoca.

Por outro lado, o presidente do Instituto da Segurança Social referiu a existência de "um grande défice em termos europeus e nacionais de dados actualizados que nos permitam perceber o impacto das medidas a tempo".

"Trabalhando com dados de 2007, estamos a trabalhar com informação que corre o risco de estar profundamente desactualizada em relação à situação do país", observou.

 

Data de introdução: 2009-10-17



















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