TRABALHO

Independentes portugueses são mais "outras actividades" e menos médicos e advogados

A maioria dos trabalhadores independentes portugueses categoriza-se em algo indefinível e as profissões que tradicionalmente se associavam a esta forma de emprego, como medicina e advocacia, só surgem em sexto e nono lugares, respectivamente. Em 2008, a Direcção Geral de Contribuições e Impostos registou 429 253 trabalhadores independentes, dos quais 151 940 se apresentaram como recebendo rendimentos provenientes de "Outras actividades exclusivamente de prestação de serviços".

Esta é também a categoria que mais tem crescido desde 2005, quando se colectaram como tal 73 879 trabalhadores. Na categoria imediatamente a seguir, com 56 165 mil pessoas, a designação não se torna mais clara: "Outras pessoas exercendo profissões liberais, técnicos e assimilados".

Só a partir daqui se torna possível perceber imediatamente a que profissionais se referem as categorias: 51 739 são "Professores", seguindo-se 35 635 "Arquitectos, engenheiros e técnicos similares" e 33 934 "Enfermeiros, parteiras e outros técnicos paramédicos".

Já noutra ordem de grandeza, com 26 652 pessoas, está a categoria dos "Juristas", logo seguida de 21 009 "Artistas plásticos e assimilados, actores, músicos, jornalistas e repórteres".

Com 20 977 pessoas está a categoria "Economistas, contabilistas, actuários e técnicos similares", seguindo-se então "Médicos e dentistas", com 19 833 trabalhadores.

Já com números muito inferiores, estão os "Psicólogos e Sociólogos", com 8976 trabalhadores, e os "Veterinários", com 1432.

No campo das centenas, contam-se os "Químicos" (403), os "Profissionais dependentes de nomeação oficial" (326), os "Sacerdotes" (121) e os "Artistas tauromáquicos" (111).

A título comparativo, uma consulta ao "site" do Freelancer s Union permite identificar oito grandes categorias profissionais que beneficiam da actividade desta organização norte-americana sem fins lucrativos vocacionada para o apoio social aos trabalhadores independentes.

São elas: trabalhadores das áreas da arte, design e entretenimento; media e publicidade; serviços financeiros; serviços não lucrativos; tecnologia; apoio doméstico não institucional a crianças; serviços de informática especializada e tecnologias de informação; e prestação de serviços de saúde, seja em medicina ou terapias alternativas.

 

Data de introdução: 2010-03-22



















editorial

Autonomia das IPSS

Um provedor para zelar pela autonomia de todas as IPSS só seria admissível se fosse escolhido pelo conjunto de todas as IPSS, de todas as suas origens, de todas as afinidades e de todas as Entidades Representativas. 

Não há inqueritos válidos.

opinião

EUGÉNIO FONSECA

Estado e Sociedade - complementaridade e cooperação
As relações entre o Estado e as diferentes Organizações da sociedade civil têm sido alvo de muitos debates, mas permanecem em muitas mentes algumas...

opinião

PAULO PEDROSO, SOCIÓLOGO, EX-MINISTRO DO TRABALHO E SOLIDARIEDADE

Creche gratuita: o compromisso cumpre-se com vagas
A gratuitidade das creches é um compromisso político forte com as famílias e, para muitas delas, uma esperança concreta. Mas só é real quando se traduz numa vaga...