PSD VISITA A CNIS

Passos Coelho quer Plano de Emergência Social

O líder do PSD e candidato a Primeiro-ministro nas Eleições Legislativas de 5 de Junho, Pedro Passos Coelho, esteve na sede da CNIS onde reuniu cerca de uma hora com a Direcção, liderada pelo padre Lino Maia.
Solicitar o contributo da CNIS para a elaboração de um Plano de Emergência Social foi o principal propósito do encontro solicitado pelo PSD.
“Nós sabemos que nos próximos tempos, nos próximos dois, três anos, vão ser anos de desafio e de emergência social e não há desculpa para não nos organizarmos, para não criarmos uma melhor capacidade de resposta para as situações de pobreza que tem vindo a aumentar em Portugal, mas também para todos aqueles que têm vindo a ser lançados numa situação de pobreza com a novidade pela crise económica”, começou por dizer, ao Solidariedade, Pedros Passos Coelho, revelando o principal objectivo da reunião de trabalho: “E atendendo à grande vocação e capacidade de diagnóstico que a CNIS tem, era do nosso interesse obter o seu contributo para o desenho de um Plano de Emergência Social, que do nosso ponto de vista se tem que estabelecer em Portugal e rapidamente”.
Sobre o encontro, o padre Lino Maia deixou bem clara a disponibilidade da CNIS para colaborar com todos os partidos, oferecendo o seu valioso contributo que nasce pelo conhecimento e pela posição que tem no terreno.
“Este encontro foi bom porque foi mais uma oportunidade que a CNIS teve de alertar para alguns problemas e também para manifestar a sua disponibilidade para contribuir para a solução dos problemas. A CNIS é solução, não é problema, e teve oportunidade de o afirmar. Agora, há um trabalho que ainda vamos desenvolver, a partir daqui devemos desenvolvê-lo com todos os partidos, não exclusivamente com o PSD, não vamos privilegiar nenhum partido, a não ser a encomenda que foi feita… Vamos dar o nosso contributo para uma espécie de programa de emergência, mas continuamos a elaborar uma espécie de memorando para todos os partidos e vamos apresentá-lo”, frisou o presidente da CNIS no final da reunião.
Relativamente à equidistância da CNIS, o padre Lino Maia acrescentou: “Sempre procuraremos dar conhecimento a todos os partidos daquilo que fizermos com qualquer um… Mesmo desta encomenda do programa de emergência daremos conhecimento do nosso contributo aos outros partidos. Muito embora esteja sensibilizado com esta iniciativa do PSD, a CNIS estará sempre disponível para colaborar com todos os partidos”.

No encontro de esta tarde, o líder da CNIS teve oportunidade de enumerar alguns dos problemas mais prementes, como seja “um aumentar das dificuldades das pessoas que recorrem às instituições”, de um “aumento das dificuldades das instituições em responder às necessidades e ainda um excessivo «controleirismo» do Estado em relação às instituições que desincentiva e, muitas vezes desmotiva, e que impede uma maior e melhor prestação de serviços”.
Nesse sentido, o padre Lino Maia identifica na simplificação de procedimentos, na necessidade de “uma reorganização do Instituto da Segurança Social” e na importância de, “uma vez que se tratam de serviços de proximidade, que não estivessem tão dependentes de uma certa concentração em Lisboa” os melhores soluções para melhorar a prestação de serviços das IPSS.
Passos Coelho defende “a necessidade de haver uma resposta mais concertada, baseada num contrato de confiança maior entre Estado, quer Administração Central quer Autarquias locais, e as instituições de solidariedade social, que representam hoje uma rede indispensável de apoio, de socorro e até de emergência”.
“Conversámos sobre as melhores práticas que, nesta altura, nos podem aconselhar a utilizar a rede já existente das instituições que já cobrem o nosso território para poder mais rapidamente fazer uma radiografia das necessidades que são mais sentidas e das melhores formas de responder, quer no plano do combate à fome, que é hoje já uma realidade, mas também a outro tipo de necessidades que tem vindo a crescer e que precisam de uma resposta mais articulada das próprias instituições”, revelou o presidente do PSD, explicando: “Nós precisamos de funcionar melhor com menos, mas precisamos também de dirigir os nossos recursos para estas prioridades de apoio e de emergência social que hoje sentimos”.
Reconhecendo que as IPSS “mantêm um nível de consciência destes problemas muito agudo”, Passos Coelho mostrou-se confiante na ajuda da CNIS para “encontrar caminhos melhores para futuro”.

P.V.O.

 

Data de introdução: 2011-04-12



















editorial

IDENTIDADE E AUTONOMIA DAS IPSS

As IPSS constituem corpos intermédios na organização social, integram a economia social e são autónomas e independentes do Estado por determinação constitucional.

Não há inqueritos válidos.

opinião

EUGÉNIO FONSECA

Eleições Europeias são muito importantes
Nas últimas eleições para o Parlamento Europeu foi escandaloso o nível de abstenção. O mesmo tem vindo a acontecer nos passados atos eleitorais europeus

opinião

PAULO PEDROSO, SOCIÓLOGO, EX-MINISTRO DO TRABALHO E SOLIDARIEDADE

Habitação duradoura – a resposta que falta aos sem abrigo
As pessoas em situação de sem-abrigo na Europa, em 2023 serão cerca de 900 mil, segundo a estimativa da FEANTSA (Federação Europeia das Associações...