BRAGA

Idosos oferecem alojamento a estudantes universitários a troco de companhia

A troco de companhia e de uma renda simbólica, os estudantes que frequentam as universidades de Braga podem ficar alojados em casas de idosos da cidade, numa iniciativa que visa essencialmente combater a solidão dos mais velhos.Trata-se do programa "Avóspedagem", promovido pelo Fundo Social, uma instituição particular de solidariedade social de Braga que tem por objectivo principal a promoção do bem-estar e igualdades sociais, nomeadamente o apoio à infância, à juventude, à invalidez e à população adulta.

Além de combater a solidão dos seniores, o "Avóspedagem" pretende também ajudar os jovens estudantes com dificuldades em alojamento durante o seu percurso académico, contribuir para um convívio intergeracional e contrariar a desertificação do centro da cidade. A filosofia é o estudante ficar hospedado no domicílio do sénior e pagar-lhe sobretudo com companhia, além de um "simbólico" valor monetário. Segundo o regulamento, os "senhorios" têm de ter mais de 60 anos, devem viver sozinhos ou acompanhados do cônjuge ou outro elemento familiar e ficam obrigados a respeitar o estudo dos "inquilinos".

Devem ainda dispor de "condições mínimas" para alojar o estudante, nomeadamente um quarto individual onde possa ter uma mesa de apoio ao estudo, instalações sanitárias com água quente, retrete, lavabo e duche ou banheira, uma cozinha onde o estudante possa confeccionar as suas refeições e guardar os géneros em condições de higiene e de conservação.

Os estudantes não podem ter residência na cidade de Braga e devem estar disponíveis para acções de formaçäo facilitadoras de boas práticas e respostas adequadas à população sénior.

Para a prossecução deste programa, o Fundo Social estabeleceu parcerias com a Comissão Social Inter-Freguesias do Centro Histórico de Braga, com as Comissões Sociais da Freguesia de São Lázaro, São Vicente e São Victor e com a Universidade do Minho e a Universidade Católica Portuguesa.

O Fundo Social é uma IPSS que começou por se destinar apenas aos trabalhadores municipais de Braga, mas actualmente todos podem ser sócios. Os associados beneficiam de um subsídio de nascimento de 250 euros, um subsídio de funeral de 500 euros, acesso gratuito às piscinas municipais e direito a apoio médico uma vez por semana.

 

Data de introdução: 2012-08-20



















editorial

SUSTENTABILIDADE

Quando o XXIV Governo Constitucional dá os primeiros passos, o Sector Social Solidário, que coopera com o Estado, deve retomar alguns dossiers. Um deles e que, certamente, se destaca, é o das condições de sustentabilidade que constituem o...

Não há inqueritos válidos.

opinião

EUGÉNIO FONSECA

Agenda 2030 e as IPSS
Em Portugal é incomensurável a ação que as cerca de 5 mil Instituições Particulares de Solidariedade Social (IPSS) existentes, têm vindo a realizar.  As...

opinião

PAULO PEDROSO, SOCIÓLOGO, EX-MINISTRO DO TRABALHO E SOLIDARIEDADE

A gratuitidade das creches entre o reforço do setor social e a privatização liberal
 A gratuitidade das creches do sistema de cooperação e das amas do Instituto de Segurança Social, assumida pela Lei Nº 2/2022, de 3 de janeiro, abriu um capítulo novo...