OPINIÃO

Frenesim

Há longos meses que se vive no país um clima de “frenesim”, mais recentemente “alegrado” com o hino de Grândola, vila morena. Esta perceção de frenesim espicaçou-me a curiosidade, a ponto de aconselhar uma consulta ao dicionário, onde esta palavra é assim descrita: ”estado de entusiasmo violento, excitação, exaltação, zelo fervoroso, impaciência, inquietação, impertinência, atitudes e comportamentos não adequados que, se evoluírem para doença poderão desaguar no delírio”! A confluência de vários fenómenos e epifenómenos veiculados pela comunicação social, ampliados e amplamente interpretados e glosados nas redes sociais, ao abrigo do direito que lhes assiste de liberdade de opinião, embora nem sempre respeitadores de igual direito para quem pensa diferente, onde poderão conduzir-nos?
A chegada dos homens da troika e uma nova e gigantesca manifestação das “marés”, eventos coincidentes com uma interpelação do Partido Socialista ao Governo que teve de se deslocar ao Parlamento prestar contas, tendo-se feito representar por dois Ministros de peso: Dr. Paulo Portas e Dr. Vítor Gaspar… poderão estar a preanunciar um “tempo novo”!
Os apelos ao consenso político, por parte do Dr. Paulo Portas, foram mais que muitos. O Partido Socialista, após algumas diligências bem sucedidas nos últimos tempos, sentiu-se com força para dizer que vai pensar no caso, mas que será a última vez que se abrirá à possibilidade de se aliar aos partidos que suportam o Governo para uma reforma do Estado, a menos que seja retirada desse debate a exigência de uma vinculação aos “enigmáticos e codificados” 4 mil milhões de euros que ninguém sabe ao certo onde se vão buscar e a que fins se destinam! Poderemos depreender que poderão estar em preparação tempos novos onde a política a sério tome conta do PODER, como forma de ir ao encontro do descontentamento popular que já não vai em conversa fiada, seja de que partido for! Pressinto que patriotas atentos e políticos experientes andem por aí a trabalhar já numa “incubadora de diálogo e concertação” que nos mostrem, finalmente, que teremos luz ao fundo do túnel!
O país precisa e os cidadãos merecem!

Pe, José Maia

 

Data de introdução: 2013-03-08



















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Um provedor para zelar pela autonomia de todas as IPSS só seria admissível se fosse escolhido pelo conjunto de todas as IPSS, de todas as suas origens, de todas as afinidades e de todas as Entidades Representativas. 

Não há inqueritos válidos.

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