EXÉQUIAS FÚNEBRES DA IRMÃ LÚCIA

D. José Policarpo elogia "mensageira da revelação"

O cardeal-patriarca de Lisboa, D. José Policarpo, enalteceu ontem, nas exéquias fúnebres realizadas na Sé Nova de Coimbra, o papel da irmã Lúcia na compreensão das aparições de Fátima, considerando que a religiosa foi "a mensageira da revelação" de Nossa Senhora.

Lúcia é aquela que fala e comunica incansavelmente", disse D. José Policarpo, que teve a seu cargo a homilia nas exéquias fúnebres.

Segundo noticia o Público, o prelado pretendeu, assim, distinguir a missão religiosa da derradeira vidente da Cova da Iria, falecida domingo no Carmelo de Santa Teresa, em Coimbra, com 97 anos, do papel reservado aos outros dois "pastorinhos", que morreram muito jovens.

D. José Policarpo recordou que "Francisco era mais contemplativo", enquanto Jacinta "ficava comovida" perante Nossa Senhora, durante as aparições da Virgem na Cova da Iria, em 1917.

"A partir deste momento [a morte de Lúcia], Fátima é uma grande tradição espiritual" para os católicos e todos os que acreditam nos milagres de Fátima, disse D. José Policarpo, frisando a "missão incansável" que coube à irmã Lúcia ao longo da vida.

Ao salientar a importância da missão da vidente, o cardeal- patriarca de Lisboa disse que "começa tudo quando uma experiência do divino se torna tão forte que não a podemos ignorar".

Os três pastorinhos, segundo D. José Policarpo, "receberam aquela visita inesperada dos céus como uma missão da Igreja".

O cardeal-arcebisbo Bertone, de Génova, representante especial do Papa João Paulo II, presidiu às exéquias de Lúcia de Jesus, tendo lido no final da liturgia uma mensagem do Sumo Pontífice da Igreja Católica.

Dezenas de bispos e outros dignitários da Igreja, entre os quais o prelado da Diocese de Coimbra, D. Albino Cleto, participaram na missa de sufrágio, na Sé Nova, na Alta da cidade, e no funeral para o Carmelo de Santa Teresa.

O Governo fez-se representar pelo ministro das Actividades Económicas e do Trabalho, Álvaro Barreto, tendo estado presentes outros governantes, deputados e candidatos de vários partidos.

Almeida Santos, antigo presidente da Assembleia da República, era a mais importante figura do PS presente.

Uma "guarda de honra" de estudantes da Universidade de Coimbra, envergando os trajes tradicionais, assinalou a saída da urna da igreja.

No percurso para o Carmelo de Santa Teresa, ao longo de 1500 metros, milhares de pessoas incorporaram-se no cortejo fúnebre ou despediram-se com cânticos e acenando com lenços brancos.

Cerca das 18h45, o corpo da religiosa deu entrada no convento, onde a irmã Lúcia viveu em clausura desde 1948.

 

Data de introdução: 2005-02-21



















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