DESEMPREGO

China e Índia contribuem para aumento da crise

O Observatório do Emprego e da Formação Profissional está preocupado com o possível agravamento do desemprego nos sectores do têxtil e calçado, como resultado da concorrência das importações da China e Índia às empresas portuguesas. "É importante saber o que há de novo nesta crise, em relação a crises anteriores, e que os responsáveis políticos estejam sensibilizados para esta nova fase da globalização", afirmou o presidente do Observatório, Mário Caldeira Dias, à margem de um seminário do Grupo Trabalho, Economia e Sociedade da Comissão Nacional Justiça e Paz.

Segundo adiantou, o Observatório vai lançar um estudo sobre o potencial impacto das importações nos têxteis e calçado, que deverá alargar-se, numa segunda fase, a outros sectores potencialmente sensíveis da economia portuguesa.

O Observatório, que integra representantes do Governo, sindicatos e associações patronais, pretende ainda analisar este ano o desemprego entre licenciados. Para Caldeira Dias, trata-se de um problema "socialmente crítico, pelo desperdício que representa em termos de recursos humanos, pela frustração que envolve, pela necessidade social de conhecimentos que não são aproveitados".

Na "agenda" do Observatório está ainda um estudo sobre as necessidades de recursos humanos da Empresa de Desenvolvimento de Infraestruturas de Alqueva (EDIA), e uma avaliação dos sistemas de micro-crédito existentes, e seu possível impacto na redução do desemprego.

Caldeira Dias defendeu que apenas o regresso do crescimento à economia pode travar a subida do desemprego. Segundo dados divulgados pelo Instituto de Emprego e Formação Profissional, o número de desempregados aumentou 4,1 por cento em Janeiro, face ao mesmo mês de 2004, para 483.447 indivíduos.

 

Data de introdução: 2005-03-02



















editorial

Voltar a casa

Sucede que a falta de motivação das IPSS para colocarem a sua rede de ERPI ao serviço do escoamento das situações de internamento hospitalar inapropriado, nas condições atualmente em vigor, se afigura amplamente justificada (...)

Não há inqueritos válidos.

opinião

PAULO PEDROSO, SOCIÓLOGO, EX-MINISTRO DO TRABALHO E SOLIDARIEDADE

O risco de retrocesso nos apoios à vida independente
O Orçamento de Estado para 2026 foi justamente elogiado por se abster dos clássicos “cavaleiros orçamentais”, designação pela qual são conhecidas as...

opinião

EUGÉNIO FONSECA

Que espero do novo Presidente da República?
Está próxima a eleição do novo Alto Magistrado da Nação. Temos mais duas semanas para que os candidatos, de forma serena, com objetividade e no âmbito dos...