PADRE JOSÉ MAIA

Uma pipa de massa

Em tempo de vacas magras e após três anos de sofrimento pela aplicação de medidas de austeridade que empobreceram milhões de pessoas, despediram centenas de milhares de trabalhadores, levaram à falência milhares de empresas, retiraram e/ou diminuíram drasticamente a muitos milhares de idosos o seu CSI e, sem dó nem piedade, privaram imensas famílias, em situação de grande carência financeira, dos mais elementares direitos de proteção social, eis que chega uma “boa notícia”: Portugal vai receber 26 mil milhões de euros da União Europeia, uma autêntica “pipa de massa”, no dizer de Durão Barroso!

É caso para dizer que, “após a tempestade, chegou alguma bonança”!

É-nos dito e redito que, desta vez, todo este dinheiro irá para onde deve ir, sem desvios manhosos e avultados para bolsos particulares. É bom, necessário, imprescindível que assim seja. Será desta que o “desenvolvimento económico e social” poderá contar com estas verbas que a solidariedade europeia nos vai fazer chegar? As “aves de rapina” do costume irão tentar abotoar-se com lautas percentagens, a título de pagamento por desproporcionadas “margens de engorda” a que sempre estiveram habituadas, indiferentes à condenável falta de ética que isso representa.

Acabados os tempos das “piscinas aquecidas”, das “rotundas” em tudo quanto é sítio e de outras “obras faraónicas”, feitas apenas para que empresas do sistema pudessem faturar, é legítimo acreditar que, desta vez, estejamos todos de sentinela, através de uma atenta monitorização, a esta “pipa de massa”, evitando que vá cair em “bolsos privados sem fundo”! Felizmente que, pelo que se sabe, a CNIS e outras Instituições, que lutam pela SOLIDARIEDADE, irão ter uma palavra a dizer nesta “partilha de fundos comunitários”. Valha-nos isto! Não podem falhar!

P.de José Maia

 

Data de introdução: 2014-08-08



















editorial

As amas em Creche Familiar

Publica-se neste número do “Solidariedade” o texto do acordo com a FSUGT, na parte que contempla também os novos valores de remunerações acordado para vigorar a partir de 1 de janeiro de 2024.

Não há inqueritos válidos.

opinião

EUGÉNIO FONSECA

A propósito do contributo da CNIS para as próximas eleições
É já tradição que as organizações de diferentes âmbitos, aproveitem os atos eleitorais para fazerem valer as suas reivindicações mais...

opinião

PAULO PEDROSO, SOCIÓLOGO, EX-MINISTRO DO TRABALHO E SOLIDARIEDADE

Cuidar da democracia
Neste ano vamos a eleições pelo menos duas vezes (três para os açorianos), somos chamados a renovar o nosso laço político com a comunidade, escolhendo...