ÁGUA GRATUITA

Tribunal dá razão à Associação de Solidariedade Estarrejense

Uma sentença judicial deu razão à Associação de Solidariedade Estarrejense que se viu confrontada com a cobrança da água fornecida a casas de famílias de baixos recursos.

A empresa Águas da Região de Aveiro (ADRA) reclamou judicialmente o pagamento do montante de 600 euros, relativo ao fornecimento de água a três casas daquela associação arrendadas a famílias de baixos recursos económicos.

De acordo com fonte associativa, a Secção de Competência Genérica de Estarreja da Comarca de Aveiro (ex-Tribunal Judicial de Estarreja) deu razão à Associação, que alegava ser o fornecimento da água gratuito pelo Município, que passou a distribuição para aquela empresa.

A ADRA faz parte do grupo Águas de Portugal, que teve um lucro de 102,4 milhões de euros em 2014.

Segundo a advogada da Associação, Marisa Macedo, quando a ADRA recebeu o sistema de água e saneamento do concelho de Estarreja, "sucedeu na posição contratual de prestadora de serviço ao Município de Estarreja. Assim, se a Câmara, no âmbito dos seus apoios sociais, na altura, fornecia água de forma gratuita àquelas habitações, a ADRA não podia vir cobrar tal dinheiro, porque, contratualmente, ocupa a mesma posição da Câmara, o que, agora, foi aceite pelo tribunal"

No processo foi testemunha o ex-presidente da Câmara de Estarreja, Vladimiro Silva, que confirmou que a Câmara a que presidiu, por unanimidade do executivo, tinha decidido fornecer água àquelas casas de famílias carenciadas, sem qualquer custo.

A Associação de Solidariedade Estarrejense "congratula-se com a decisão do tribunal, reafirmando que a mesma constitui um incentivo acrescido e uma forte motivação, para que continue com o seu trabalho social em prol das famílias carenciadas do município".

 

Data de introdução: 2015-06-07



















editorial

Voltar a casa

Sucede que a falta de motivação das IPSS para colocarem a sua rede de ERPI ao serviço do escoamento das situações de internamento hospitalar inapropriado, nas condições atualmente em vigor, se afigura amplamente justificada (...)

Não há inqueritos válidos.

opinião

PAULO PEDROSO, SOCIÓLOGO, EX-MINISTRO DO TRABALHO E SOLIDARIEDADE

O risco de retrocesso nos apoios à vida independente
O Orçamento de Estado para 2026 foi justamente elogiado por se abster dos clássicos “cavaleiros orçamentais”, designação pela qual são conhecidas as...

opinião

EUGÉNIO FONSECA

Que espero do novo Presidente da República?
Está próxima a eleição do novo Alto Magistrado da Nação. Temos mais duas semanas para que os candidatos, de forma serena, com objetividade e no âmbito dos...