PRESIDENTE DA CNIS APóS REUNIãO COM O MINISTRO VIEIRA DA SILVA

Não vai haver reversão na Cooperação

O caminho da cooperação entre Estado e Setor Social Solidário vai continuar a ser percorrido apesar da mudança governativa. Esta é a convicção do presidente da CNIS após reunir com o ministro do Trabalho, Solidariedade e Segurança Social, naquele que foi o primeiro encontro institucional entre os dois desde o retorno de Vieira da Silva ao ministério da Praça de Londres.
Foram duas horas de troca de impressões, em que o ministro quis, essencialmente, ouvir a CNIS.
“Foi um encontro, diria quase informal, muito bom, em que fizemos o ponto da situação e falámos das preocupações que temos. O senhor ministro também falou das preocupações que tem, mas ele conhece muito bem todo este Setor e é uma pessoa muito sensível que tem ideias muito interessantes para a Cooperação”, referiu, no final do encontro no Ministério do Trabalho, Solidariedade e Segurança Social (MTSSS), o padre Lino Maia, mostrando-se convicto de que não haverá sobressaltos na Cooperação: “O senhor ministro está sensível aos problemas do Setor e, claramente, não vai haver reversão na Cooperação. Este ministro aposta, claramente, na Cooperação e aposta no Setor Social Solidário, que conhece bem e para o qual tem ideias próprias, que já apareceram no programa do Partido Socialista e que estão no programa do Governo. Diria que ele vai marcar o seu cunho, pelo que estou convencidíssimo que não vai haver reversão na cooperação e que este é um caminho que vai continuar a ser percorrido sem sobressaltos e no bom sentido”.
O padre Lino Maia revelou que foram abordadas diversos assuntos, com especial enfoque no aumento do salário mínimo já em Janeiro e que acarreta algumas dificuldades para as IPSS.
“Foi um encontro longo em que passámos tudo em relance. Abordámos diversas questões, mas uma que é importante tem que ver com o aumento do salário mínimo. É algo necessário e justo, mas provoca alguns constrangimentos e é necessário na Cooperação dar um sinal para que, de facto, as instituições possam enfrentar um aumento salarial que, repito, é necessário”, sustentou o presidente das CNIS, que se fez acompanhar na reunião pelo padre José Baptista, membro da Direção.
Para além disto, os LIJ e as RLIS, a Cooperação propriamente dita, o “fundo de reestruturação social, porque há instituições que necessitam de uma certa revisão e de um certo aprofundamento”, entre outras, foram questões abordadas no encontro que contou ainda com as presenças das secretárias de Estado da Segurança Social, Cláudia Joaquim, e da Inclusão das Pessoas com Deficiência, Ana Sofia Antunes.
“Foi um primeiro momento em que colocámos as nossas questões, algumas dificuldades com que nos confrontamos e algumas alegrias com que vivemos”, resumiu o padre Lino Maia.

P.V.O.

 

Data de introdução: 2015-12-22



















editorial

As amas em Creche Familiar

Publica-se neste número do “Solidariedade” o texto do acordo com a FSUGT, na parte que contempla também os novos valores de remunerações acordado para vigorar a partir de 1 de janeiro de 2024.

Não há inqueritos válidos.

opinião

EUGÉNIO FONSECA

A propósito do contributo da CNIS para as próximas eleições
É já tradição que as organizações de diferentes âmbitos, aproveitem os atos eleitorais para fazerem valer as suas reivindicações mais...

opinião

PAULO PEDROSO, SOCIÓLOGO, EX-MINISTRO DO TRABALHO E SOLIDARIEDADE

Cuidar da democracia
Neste ano vamos a eleições pelo menos duas vezes (três para os açorianos), somos chamados a renovar o nosso laço político com a comunidade, escolhendo...