EMPREGO

CE quer lei para evitar perda de direitos sociais dos trabalhadores

A Comissão Europeia propôs, em Bruxelas, uma nova directiva (lei europeia) que visa permitir aos europeus mudar de trabalho ou país sem perder o direito às pensões profissionais que já acumularam, para incentivar a mobilidade de trabalhadores. "Com esta proposta, perdas essenciais poderão ser evitadas e, em vários casos, os direitos às pensões poderão ser transferidos com os seus titulares entre sectores e países na UE", explica a Comissão Europeia em comunicado de imprensa.

O projecto pretende reduzir os obstáculos da mobilidade, tais como as diferenças do período necessário antes de adquirir as pensões entre países, o risco de os descontos desvalorizarem com o passar do tempo e os problemas decorrentes da transferência dos direitos adquiridos. "Se os trabalhadores perderem uma grande proporção dos direitos à pensão, existe uma maior resistência à mudança. Não se pode punir um trabalhador porque mudou de país", explicou o comissário Vladimir Spidla, responsável pelo Emprego, Assuntos Sociais e Igualdade de Oportunidades, em conferência de imprensa.

O comissário acrescentou que esta proposta é favorável para as pessoas porque estas "não querem ficar toda a vida na mesma empresa e na mesma cidade" e "para a economia porque encoraja a mobilidade dos trabalhadores".

Vladimir Spidla referiu que a directiva "Mobilidade das Pensões" faz parte da "Estratégia de Lisboa" de desenvolvimento económico, mas visa também criar uma sociedade mais moderna. A proposta terá de ser aprovada por unanimidade no Conselho de Ministros e a Comissão Europeia teme um possível veto da Alemanha, que tem um sistema de pensões particular.

"O meu objectivo é assegurar a transferência para todos os sistemas, mas vendo os números sei que isso não é aceitável para a Alemanha, por isso é que está estabelecido um período de transição", explicou o comissário.

Spidla acrescentou que a proposta vai ainda ser alterada para conjugar "todas as observações que fizerem os Estados-membros". Na anterior UE com 15 Estados-membros, um trabalhador mudava, em média, três vezes de emprego em cada cinco anos e 9,0 por cento dos assalariados alteravam de emprego por ano.

2005.10.20

 

Data de introdução: 2005-11-03



















editorial

VII Congresso da CNIS: Conclusões

Nos dias 7 e 8 de outubro de 2026, em Aveiro, o VII Congresso da CNIS refletiu sobre a Pobreza e a Proteção Social, dois dos maiores desafios das sociedades contemporâneas e temas que exigem uma mobilização coletiva e permanente. Num contexto...

Não há inqueritos válidos.

opinião

PAULO PEDROSO, SOCIÓLOGO, EX-MINISTRO DO TRABALHO E SOLIDARIEDADE

Viver mais exige um país diferente
Quando, em 1990, a ONU instituiu o 1 de outubro como Dia Internacional das Pessoas Idosas, falou da “proteção e promoção dos direitos dos idosos, incluindo o contributo...

opinião

PAULO PEDROSO, SOCIÓLOGO, EX-MINISTRO DO TRABALHO E SOLIDARIEDADE

Em memória de Eugénio Fonseca
Perdemos em agosto Eugénio Fonseca, de quem fui, nestes últimos anos, companheiro de colunas de opinião aqui no Solidariedade. Partiu um homem bom. Esta homenagem nasce da amizade, do...