INFÂNCIA

Dois milhões de bebés morrem anualmente no primeiro dia de vida

Dois milhões de bebés morrem anualmente em todo o mundo no primeiro dia de vida, segundo um relatório da Save the Children, que refere que técnicas "simples e de custo reduzido" poderiam baixar a mortalidade em 70 por cento dos casos. O relatório sobre o "Estado Mundial das Mães 2006 - Salvar a vida das mães e dos récem -nascidos" nota que um total equivalente ao número de nascimentos na União Europeia (sem Reino Unido) - quatro milhões - morre no primeiro mês de vida.

Os dados notam que a mortalidade infantil nas primeiras 24 horas de vida afecta um em cada cinco nascimento, sendo que mais um milhão morre até à primeira semana de vida. Para Alberto Soteres, director-geral da Save the Children, o relatório confirma que "as mortes dos recém-nascidos são um dos problemas de saúde mais ignorados", uma situação que não melhorou apesar da redução da mortalidade infantil para os menores de cinco anos. "As mortes dos recém-nascidos são tão comuns em muitas partes do mundo em vias de desenvolvimento que os país evitam dar nomes aos seus filhos até que tenham três meses de vida", sublinha.

Mais de dois terços das mortes de recém-nascidos ocorrem em dois países - China e India - ainda que, dada a demografia, a proporção mais elevada de mortes ocorre na África Subsaariana, onde uma em cada cinco mães perdeu pelo menos um filho à nascença. Notou-se, no entanto, uma melhoria significativa na América Latina, onde seis nações conseguiram reduzir para metade o número de mortes de recém-nascidos, ainda que uma em cada 35 mães tenha perdido um recém-nascido.

Além das péssimas condições básicas de saúde materno-infantil, o relatório alude a "ignorância, tradições prejudiciais para a mulher" que também contribuem para elevar a mortalidade infantil. O relatório refere que Portugal regista a 12ª taxa de mortalidade de recém-nascidos mais baixa do mundo industrializado, não aparecendo dados sobre o país na lista de 125 nações do "índice do Estado das Mães", incluído no relatório.

20.10.2006

 

Data de introdução: 2006-10-20



















editorial

IMPORTÂNCIA ECONÓMICA E SOCIAL DAS IPSS

Para uma quantificação atualizada da importância social e económica das Instituições Particulares de Solidariedade Social em Portugal a CNIS assegurou o financiamento do Programa Pessoas 2030, medida “capacitação dos...

Não há inqueritos válidos.

opinião

EUGÉNIO FONSECA

A missão das IPSS em cenários de calamidades
A prevenção é a melhor medida na resposta a situações de catástrofe, seja qual for a sua natureza. Porém, parece que a cultura que se entranhou na maioria...

opinião

PAULO PEDROSO, SOCIÓLOGO, EX-MINISTRO DO TRABALHO E SOLIDARIEDADE

O retrocesso da integração das comunidades ciganas
Portugal não dispõe, há três anos, de uma estratégia para a integração das comunidades ciganas.