S.O.S. - Genéricos

Nos últimos dias foi notícia em tudo quanto é jornal um lamento desesperado da Associação Nacional de Farmácias, partilhando com a opinião pública a sua preocupação por não haver na generalidade das farmácias espaço para armazenar os medicamentos genéricos!
Primeiro eram as farmácias comerciais, aquelas que só podiam adquiridas através de hereditariedade genética. Foi uma prática que durou tempo demais...e que, finalmente, acabou por ser alterada através da legislação e, esperemos também que o seja através da prática!

Depois, vieram as farmácias sociais. Foi um ai Jesus, tal era o receio de que Instituições Particulares de Solidariedade Social, especialmente Misericórdias, pudessem ter a ousadia de retirar o monopólio da venda de medicamentos às farmácias comerciais. E aqui a questão acabou por merecer do próprio Governo aquilo a que se pode chamar uma deliberação de “cabo de esquadra” (sem ofensa para os cabos!), isto é: obrigar tais IPSS a registar-se como Entidades Comerciais, deitando às malvas uma tradição de solidariedade e de economia social que, ao longo de séculos, através desta e doutras actividades, estas Instituições foram encontrando receitas para reinvestir nos seus projectos de acção social e solidariedade social.

Entretanto, e com o devido respeito a quem tem ou deseja ter farmácias sociais, actividade mais que legítima e socialmente justificada, julgo que há uma outra forma de promovermos a defesa de milhares e milhares de pessoas pobres, doentes, sobretudo idosos, criando-lhes condições para não terem de tirar à boca o que têm de deixar na farmácia!

Pergunto: porque é que o Governo não dá um sinal de consciência social, abrindo a pessoas pobres e doentes, sobretudo idosas, a possibilidade de adquirirem os seus medicamentos a preços sociais em farmácias hospitalares?

Se nem as farmácias comerciais nem as actuais farmácias hospitalares se manifestarem abertas a vender “medicamentos a preços sociais” e se continuarem a invocar como causa para reduzir ao mínimo a venda de “genéricos”, por falta de espaço para os arrumar...não seria a altura de as IPSS se oferecerem para encontrar nas suas instalações “espaço para venda de medicamentos a preços sociais”?

 

Data de introdução: 2007-11-07



















editorial

Voltar a casa

Sucede que a falta de motivação das IPSS para colocarem a sua rede de ERPI ao serviço do escoamento das situações de internamento hospitalar inapropriado, nas condições atualmente em vigor, se afigura amplamente justificada (...)

Não há inqueritos válidos.

opinião

PAULO PEDROSO, SOCIÓLOGO, EX-MINISTRO DO TRABALHO E SOLIDARIEDADE

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