HABITAÇÃO

Especialistas propõem programas locais em cada município

A equipa que está a elaborar o Plano Estratégico de Habitação, que deverá entrar em breve em discussão pública, propõe a criação de programas locais de habitação para cada município, disse à Lusa fonte ligada ao processo. Esta é a ideia mais inovadora da estratégia defendida pela equipa responsável pelo plano, com especialistas do Instituto Superior de Ciências do trabalho e da Empresa (ISCTE), da Universidade do Porto/IRIC e do Instituto de Habitação e Reabilitação Urbana (IHRU).

A ideia é que, à semelhança dos planos directores municipais, cada autarquia tenha o seu programa local de habitação, definindo as suas prioridades nesta área. As linhas gerais da estratégia defendida pelos técnicos responsáveis pelo Plano foram apresentadas a semana passada ao conselho consultivo IHRU, que deverá agora analisar as propostas e dar o seu parecer dentro de duas semanas. As propostas da equipa deverão depois ser apresentadas à Associação Nacional de Municípios Portugueses, para mais tarde entrarem em discussão pública.

O Plano Estratégico da Habitação procura definir as linhas orientadoras e prioritárias para a habitação até 2013. Num primeiro diagnóstico apresentado em Outubro, a equipa responsável pelo Plano Estratégico apontava a existência de cerca de 1,6 milhões de fogos a necessitar de pequenas e médias reparações e definia como prioridade o realojamento de mais de 160 famílias a viverem em casas sem condições de habitabilidade.

A sobrelotação de casas e a existência de famílias alojadas em situações precárias foram os elementos que permitiram aos técnicos concluir pela necessidade de 200 mil fogos em Portugal e de obras em 190 mil, a maior parte no Norte e Centro do país.

De acordo com os dados do INE citados no documento, em Portugal existem 325.503 alojamentos muito degradados e a precisar de grandes reparações. As regiões do Norte e do Centro são as que apresentam maiores carências habitacionais.

O estado de degradação predomina nos centros históricos, nomeadamente, de Lisboa e do Porto, onde cerca de metade do parque habitacional (entre 52 a 53 por cento) exige uma reabilitação física, referia o estudo.

Em Portugal, segundo este diagnóstico, mais de meio milhão de fogos estão sobrelotados e a maioria situa-se nas zonas simultaneamente de maior povoamento e de menores recursos, como é o caso do Vale do Ave.

02.04.2008

 

Data de introdução: 2008-04-02



















editorial

Voltar a casa

Sucede que a falta de motivação das IPSS para colocarem a sua rede de ERPI ao serviço do escoamento das situações de internamento hospitalar inapropriado, nas condições atualmente em vigor, se afigura amplamente justificada (...)

Não há inqueritos válidos.

opinião

PAULO PEDROSO, SOCIÓLOGO, EX-MINISTRO DO TRABALHO E SOLIDARIEDADE

O risco de retrocesso nos apoios à vida independente
O Orçamento de Estado para 2026 foi justamente elogiado por se abster dos clássicos “cavaleiros orçamentais”, designação pela qual são conhecidas as...

opinião

EUGÉNIO FONSECA

Que espero do novo Presidente da República?
Está próxima a eleição do novo Alto Magistrado da Nação. Temos mais duas semanas para que os candidatos, de forma serena, com objetividade e no âmbito dos...