HABITAÇÃO SOCIAL

Construção de bairros "tipo guetos"potencia conflitos sociais

O presidente do Observatório de Segurança considerou que a criação de bairros que funcionam como guetos é um dos factores que está na base do aumento dos conflitos sociais. O responsável do Observatório de Segurança, Criminalidade Organizada e Terrorismo, Garcia Leandro, falava à agência Lusa a propósito do tiroteio que ocorreu domingo na Quinta do Mocho, em Loures, que causou um morto e cinco feridos, alegadamente devido a uma luta entre gangues.

Garcia Leandro disse que a construção típica de bairros que funcionam como guetos é um factor de desintegração social e, consequentemente, que faz aumentar os conflitos sociais.

Garcia Leandro defende ainda que a diminuição dos conflitos sociais não passa pelo aumento pelas formas de segurança.

"Os conflitos sociais devem-se, sobretudo, ao baixo nível cultural, de educação, aos elevados níveis de desemprego, aos problemas de inclusão, à grande comunidade imigrante proveniente dos PALOP, à imigração nacional que sai dos campos para as cidades e à imigração de Leste", disse, sublinhando que "se juntarmos todos estes factores teremos uma equação explosiva".

Para Garcia Leandro, a integração da população, tanto das minorias como das maiorias, não passa pela criação de bairros específicos que funcionam como guetos "onde nada se passa e onde quem lá está não está senão dedicar-se ao ócio ou ao crime".

O presidente do Observatório de Segurança defende assim que a prevenção dos conflitos sociais para as gerações futuras passa pelo aumento da taxa de emprego e pelo ordenamento territorial.

Defende ainda tratar-se de uma tarefa que cabe às organizações sociais, aos partidos políticos e ao governo, sob pena de se estar a "hipotecar o futuro".

19.08.2008

 

Data de introdução: 2008-08-19



















editorial

Plano interministerial e intersectorial para a Saúde e Longevidade da população (II)

Pelo Despacho n.º 2367/2025, “o XXIV Governo Constitucional, em consonância com os compromissos assumidos no seu programa de governação e no Compromisso de Cooperação para o Setor Social e Solidário para o biénio...

Não há inqueritos válidos.

opinião

PAULO PEDROSO, SOCIÓLOGO, EX-MINISTRO DO TRABALHO E SOLIDARIEDADE

Em memória de Eugénio Fonseca
Perdemos em agosto Eugénio Fonseca, de quem fui, nestes últimos anos, companheiro de colunas de opinião aqui no Solidariedade. Partiu um homem bom. Esta homenagem nasce da amizade, do...

opinião

EUGÉNIO FONSECA (1957-2026)

Calou-se uma voz importante da solidariedade
Eugénio Fonseca, presidente da Confederação Portuguesa de Voluntariado, morreu a 12 de agosto de 2026, aos 69 anos, vítima de paragem cardiorrespiratória.