Chamar a Solidariedade

A Festa e a Chama da Solidariedade são duas iniciativas recentes da CNIS que ilustram bem o dinamismo silencioso e discreto de que o país se devia orgulhar. Em Barcelos no dia 27 de Setembro milhares de pessoas, entre as quais, dirigentes, funcionários, utentes, familiares e amigos das IPSS, estiveram no Campo da Feira para um dia de convívio, fraternidade e animação. Juntar tanta gente sem recorrer a nomes sonantes do espectáculo, mas apenas com o apelo da partilha, da amizade e da confraternização é obra que merece ser enaltecida. Na essência, cada um levou apenas o que tem: utentes e funcionários a apresentarem o resultado do trabalho de animação e das actividades desenvolvidas no dia-a-dia.
E foi interessante, mesmo para o público de ocasião, assistir a exibições amadoras apresentadas por idosos, reformados, deficientes, jovens e crianças.

A Festa foi o ponto final de uma campanha que pretende dar visibilidade a todos aqueles que se dedicam à solidariedade. No ano passado, ensaiada pela primeira vez, em Lisboa, foi criada a Chama da Solidariedade. Um archote simbólico que representa o fogo que arde sem se ver no coração daqueles que fazem do trabalho social a sua vocação. Foi entregue à UDIPSS-Lisboa que a guardou durante um ano inteiro. Dez dias antes da Festa, atravessou o país, até Barcelos, transportada por milhares e milhares de mãos de representantes da sociedade civil. A pé, de bicicleta, de mota, de barco, a cavalo, o facho solidário construiu um caminho por entre pequenas multidões atraídas pela curiosidade e pelo envolvimento.

Quem esteve em Braga, à chegada da tocha, deve ter ficado impressionado com a enchente da praça. “Apenas” para verem a Chama da Solidariedade chegar ao seu destino. E já tinha havido concentrações em quase todas as localidades por onde passou num crescendo de adesão, evidente no manancial de notícias produzidas pelos órgãos de comunicação locais e regionais.
Houve, da primeira para a segunda organização, uma adaptação às circunstâncias que se traduziram num sucesso maior destas duas iniciativas. Tanto de participação como de envolvimento das estruturas intermédias e de base das filiadas na CNIS. E o sucesso abre um espaço de evolução mais exigente para as organizações futuras.

 

Data de introdução: 2008-10-14



















editorial

Autonomia das IPSS

Um provedor para zelar pela autonomia de todas as IPSS só seria admissível se fosse escolhido pelo conjunto de todas as IPSS, de todas as suas origens, de todas as afinidades e de todas as Entidades Representativas. 

Não há inqueritos válidos.

opinião

EUGÉNIO FONSECA

Estado e Sociedade - complementaridade e cooperação
As relações entre o Estado e as diferentes Organizações da sociedade civil têm sido alvo de muitos debates, mas permanecem em muitas mentes algumas...

opinião

PAULO PEDROSO, SOCIÓLOGO, EX-MINISTRO DO TRABALHO E SOLIDARIEDADE

Creche gratuita: o compromisso cumpre-se com vagas
A gratuitidade das creches é um compromisso político forte com as famílias e, para muitas delas, uma esperança concreta. Mas só é real quando se traduz numa vaga...