CNIS

Plano DOM juntou mais de 50 Instituições aderentes

Promovido pela CNIS e com a presença de 99 representantes de 53 Instituições decorreu, no dia 10 de Julho, em Fátima, um encontro de reflexão de Instituições de Acolhimento de Crianças e Jovens, em que foi tratado o Projecto DOM (Desafios, Oportunidades e Mudanças). Lúcia Saraiva, membro da Direcção da CNIS, deu as boas vindas a todos os presentes. O tema geral “Enquadramento do Plano Dom”, foi apresentado por Filomena Bordalo, Assessora da Direcção da CNIS para a área da acção social/cooperação e por Luís Gonzaga Silva Dinis, do Instituto Monsehor Airosa em Braga.
A sessão foi intensamente participada e as diferentes intervenções foram um valioso contributo, quer para o esclarecimento de algumas questões, quer na procura de soluções para os pontos críticos sentidos pela maioria das IPSS que já aderiram ao Plano DOM, nomeadamente:
- Não consideração das Instituições como parceiros de facto;
- Gestão centralizada das vagas;
- Secundarização das Instituições na revisão das medidas de Promoção e protecção;
- Ignorância das especificidades de cada instituição, dos seus modelos educativos e regulamentos;
- Fragilidade do enquadramento das crianças e jovens nas Famílias de Acolhimento;
- Ausência de condições reais para a autonomização, apoiada dos jovens;
- Avaliação
- Desconhecimento sobre as condições de revisão e/ou continuidade dos Protocolos.

Das Conclusões destaca-se:

-O Plano DOM é uma mais-valia assumida por todos, sendo um óptimo instrumento para a qualificação da valência Lar de Crianças e Jovens;
- Necessidade da revisão e regulamentação da Lei nº 147/99, e de todo o sistema de acolhimento que promova a vivência da cultura dos direitos das crianças e jovens;
- Não compete às IPSS serem casas de correcção. É de reivindicar o que é a competência, autonomia, património e espaço nesta Sociedade, privilegiando as crianças;
- Há que continuar a reflectir, mas com esta coragem: Que futuro para as nossas Instituições de Acolhimento?
- Há que assumir a vocação e história (ou ter-se-á de fazer alguma inversão?)

A sessão foi encerrada pelo presidente da CNIS, Pe. Lino Maia que agradeceu a participação e empenho de todos.

 

Data de introdução: 2009-07-22



















editorial

Autonomia das IPSS

Um provedor para zelar pela autonomia de todas as IPSS só seria admissível se fosse escolhido pelo conjunto de todas as IPSS, de todas as suas origens, de todas as afinidades e de todas as Entidades Representativas. 

Não há inqueritos válidos.

opinião

EUGÉNIO FONSECA

Estado e Sociedade - complementaridade e cooperação
As relações entre o Estado e as diferentes Organizações da sociedade civil têm sido alvo de muitos debates, mas permanecem em muitas mentes algumas...

opinião

PAULO PEDROSO, SOCIÓLOGO, EX-MINISTRO DO TRABALHO E SOLIDARIEDADE

Creche gratuita: o compromisso cumpre-se com vagas
A gratuitidade das creches é um compromisso político forte com as famílias e, para muitas delas, uma esperança concreta. Mas só é real quando se traduz numa vaga...